quinta-feira, 6 de março de 2014

CARTA AOS PREFEITOS DESTE BRASIL


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CARTA AOS PREFEITOS DESTE BRASIL

Tenho acompanhado, através das redes sociais e dos sites de notícias, as mais diversas solicitações de auxílios sociais, sendo que muitas eu considero descartáveis de plano, pois se tratam de pedidos pessoais de puro assistencialismo improdutivo. Porém, com toda certeza deste mundo, existem pedidos que são humanitários e constitucionalmente previstos.

Por todo o nosso País existem pessoas que são absolutamente incapazes de se manterem por si mesmas, sejam elas portadoras de deficiências físicas que as impossibilitam de trabalhar, estudar, se locomover, entre outros. (E me desculpem, mas não vou usar o termo “Necessidades Especiais”, apenas pelo interesse de que esta carta toque os corações destes gestores da rés pública.) Ou sejam pessoas carentes de abrigo, de alimentos, remédios, roupas e atenção de profissionais especializados.

Todas as prefeituras devem possuir uma secretaria denominada de Assistência Social, que tem por finalidade atuar diretamente na solução dos problemas mais graves que afetam a sociedade brasileira, que são: a falta de amparo, o abandono, a omissão, a miséria e a verdadeira exclusão social.

Sabemos que muitas destas secretarias deixam de prestar seus serviços por incompetência dos indicados politicamente para os cargos, por ganância dos gestores, por ineficiência ou falta de projetos de atuação ou por simples desinteresse administrativo devido aos custos elevados desta secretaria.

Ver uma criança portadora de algum tipo de síndrome ter que enfrentar uma escola de crianças “normais” e sem o acompanhamento de monitores, é de cortar o coração. Assim como, também me corta o coração, ver uma senhora de idade avançada, abandonada em uma cama remendada e sem nenhum acompanhamento médico, psicológico ou de enfermeira, que seja apenas em visitas para orientar a família no tratamento desta pessoa.

Também me corta o coração, ver a cidade ser “invadida” por moradores de ruas, que antes eram recolhidos, alimentados e tinham chuveiros para se banharem, espalhados por todos os cantos, pois os albergues não funcionam mais como antes.

Ver crescer diariamente o número de usuários de drogas pesadas, como o crack, e consequentemente o índice de criminalidade acompanhando este crescimento.

Ver crescer o número de favelas na periferia das cidades, ver o descaso ou despreparo das autoridades que deveriam auxiliar para que isso não acontecesse. 

Aos prefeitos vai o meu pedido, de um “João Ninguém”, mas em nome do POVO BRASILEIRO: Voltem seus olhos ao atendimento prioritários para estas pessoas. Vocês, prefeitos, verão que a sociedade ficará mais aliviada, assim como os vossos corações. Multipliquem a aplicação de seus recursos na verdadeira EDUCAÇÃO, aquela que vem desprovida de interesses escusos, mas sim a educação que fará o BRASIL se tornar uma potência de verdade. Com a verdadeira EDUCAÇÃO a Assistência Social passa a ser cada vez menor, o POVO fica satisfeito, o PAÍS fica mais rico, e os POLÍTICOS cumprem os seus papéis frente aos seus municípios. 

E podem ter certeza, que os prefeitos que atuam desta forma, sempre são reconhecidos, aprovados e reeleitos pelos seus povos. 

Apenas quero lembrar que Assistência Social não se trata de Assistencialismo Improdutivo e Eternizado. 

EDUCAÇÃO e ASSISTÊNCIA SOCIAL são os principais investimentos de um PAÍS realmente desenvolvidos.

Me reservo ao direito de não utilizar imagens nesta carta, pois todos nós as temos em nossas mentes.

Campo Grande/MS, 06 de março de 2014.

Roberto Manvailer Munhoz
Jornalista - MTE 815/MS

3 comentários:

  1. Contem sempre com meu apoio. É de coração e de razão. Sucesso na luta de vocês. Grande abraço.

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  2. Muito obrigada Roberto! Seu apoio é muito importante!! Um grande abraço!

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  3. muito boa esta temática abordada por você ana paula, pois se cada adminitrador de sua cidade tivesse carater ao nomear seu(ua) secretário(a) que fosse capacitado para função, ao invez de escolher por apoio político como geralmente acontece, a relidade que nos asola seria outra completamente diferente. E nós não estvamos discutindo esta realidade angustiante na qual nos deparamos hoje.

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