sábado, 10 de maio de 2014

'Presença da mãe é essencial', diz Temple Grandin símbolo da luta contra autismo

Quem assiste às palestras da professora Temple Grandin, de 67 anos, não imagina que na infância ela não se relacionava com outras pessoas e só pronunciou a primeira palavra aos quatro anos de idade. Diagnosticada autista grave, Temple formou-se em veterinária, fez pós-doutorado na área e é especialista em ciências animais. Os passos para a nova vida foram dados graças à ajuda da mãe, que a incentivava a ter uma rotina normal. “Se não fosse pela dedicação dela, talvez eu não chegasse onde estou.”
Nascida em Boston, nos Estados Unidos, Temple foi diagnosticada ainda criança com grau considerado grave de autismo. Os médicos indicaram internação em uma clínica psiquiátrica, decisão que dividia a família, já que o pai concordava, mas a mãe optava por uma educação inclusiva. "Sempre que alguém nos visitava, minha mãe me obrigava a receber o convidado, dar a mão para cumprimentá-lo, pegar o casaco, conversar e ficar com todos na sala. Isso fez com que eu aprendesse um comportamento novo, algo que não conhecia."
A insistência da mãe em fazê-la conviver com outras crianças e ensiná-la que a doença não a deixava diferente das outras pessoas, conseguiu mudar o jeito de Temple ser e pensar. Hoje, a veterinária viaja o mundo transmitindo os mesmos ensinamentos aos pais de crianças autistas. Para ela, o apoio da família - e, principalmente, das mães - é fundamental na formação e na evolução do filhos.
“O pai e a mãe têm que perceber o comportamento das crianças, têm que sentir se há alguma coisa errada. Por isso, a presença da mãe é essencial. Não pode ficar só jogando videogame. Elas precisam sair, ver e viver o mundo", afirmou a professora, cuja história de superação virou tema de filme lançado em 2010 e que conquistou o Emmy - considerado o oscar da TV norte-americana - em cinco categorias.
Desenvolvimento

Ainda segundo Temple, os pais devem incentivar os filhos autistas a praticarem atividades culturais, para o desenvolvimento cognitivo das crianças. A professora relembrou que aos oito anos, a mãe percebeu sua vocação para as artes e a fez participar de aulas de pintura e trabalhos manuais na própria escola onde estudava. Aos 14 anos, Temple também foi levada pela mãe para uma fazenda e foi nessa oportunidade que teve a ideia de desenvolver o que ela chama de "máquina do abraço", ao observar como as vacas eram vacinadas.

"Os animais eram colocados em um corredor com barras de ferro, que se fechavam. Eles não se machucavam e ficavam tranquilos. A pressão ajudava a acalmar os bichos. Eu gostei e tive a ideia de copiar isso, criando a máquina do abraço. Eu controlava a pressão da máquina e ficava ali até 20 minutos", afirma.
Em uma rápida visita pelo Brasil, Temple esteve em Ribeirão Preto (SP) e afirmou que o autismo não deve ser encarado pelos pais e pela sociedade como um obstáculo. "Existem dois tipos de cérebro: um social e outro pensante. Aqueles que têm cérebro social, estão por aí, passeando e socializando. Os pensantes, são capazes de fazer criar coisas geniais."

Aprende-se brincando







Respeito às diferenças e acessibilidade são lições que se deve aprender desde cedo, brincando. Talvez assim, no futuro, tenhamos melhores gestores e administradores públicos

segunda-feira, 28 de abril de 2014

28 de Abril - Dia da Educação


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Luiz Fernando desistiu do curso na Faculdade de Medicina, ele tem autismo e sofreu um trote brutal

Aos 22 anos, Luiz Fernando passou em um vestibular muito disputado. Órfão de pai, vive com a mãe e um irmão em uma cidade da periferia de Belo Horizonte. Ele tinha um sonho: “Queria fazer medicina porque eu tenho um irmão deficiente, queira ajudar ele a ter melhor condições de vida”, revela.
Entrou na respeitada Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. “Vivi os piores momentos da minha vida. Com o tempo fui percebendo que o sonho virou terror na minha vida. Tudo foi só sofrimento”, conta Luiz Fernando.
Luiz Fernando tem autismo, um transtorno que dificulta o convívio social. No caso dele, a doença tem um grau leve. “Então, ele é um autismo de alto funcionamento. É um rapaz muito inteligente, mas tem prejuízos na linguagem”, explica a pedagoga Ozana Leal.
Além de expulsos da faculdade, veteranos que promovem trotes violentos podem ser presos e responder a crimes como injúria, que significa ofensa à dignidade da vítima, com pena mínima de um mês de cadeia; constrangimento ilegal, pena mínima três meses chegando a dois anos; e lesão corporal, também três meses de prisão, pelo menos.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Conhecendo o Autismo

Meu filho tem autismo.
A maioria das pessoas o julgam incapaz de compreender o mundo. Essas pessoas não entendem que todo ser humano merece a oportunidade desenvolver o máximo que puder. Aliás, é uma vergonha a falta de investimento para receberem atendimento direcionado sabendo que muitos tratados precocemente podem atingir uma vida autônoma e até reverter o diagnóstico .
As pessoas não entendem que temos direito de ir à escola, mercado, eventos e morar em condomínios, olham e reclamam se entramos numa fila para pessoas com deficiência como se estivéssemos tirando vantagem. 
Diante da falta de incompreensão, somos excluídos porque podemos apresentar comportamento inadequado a qualquer momento, podemos descumprir regras sociais simples.
Algumas pessoas o julgam sem compreensão de mundo, apresentando inteira incompreensão diante dele.
O único remédio que meu filho usa para tratar o autismo, é a dedicação dos que o cerca. Carregamos um pouquinho de cada um que se propôs acrescentar e isso representa um valor inexplicável! Somos cercados de seres humanos de verdade e cada pouquinho é comemorado como uma grandiosa vitória! Há valor em cada ato, em cada passo, em cada conquista e principalmente em cada pessoa disposta a deixar um pouquinho de si e isso independe da idade... 
É possível sim fazermos um mundo melhor quando aceitamos e respeitamos as diferenças!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Autismo e o Preconceito

Não existe família que vive com a síndrome do autismo que nunca tenha enfrentado preconceito!
É extremamente doloroso ver seu filho tão pequeno, com uma infância tão limitada e recebendo incontáveis julgamentos.
Claro que se eu for contar todas as situações preconceituosas que vivemos o texto seria imensamente longo, mas fiz uma lista bem breve para as pessoas começarem a refletir sobre suas posturas..
Considero preconceito:
- Negar a vaga da criança nas escolinhas;
- Negar fornecer informação correta sobre o tema;
- Familiar dizer que ama e adora, se vestir de azul e nunca perguntar pela criança;
- Não oportunizar meios para a pessoa se desenvolver por acreditar que de nada adianta;
- Rejeitar o fato que a pessoa vive suas limitações e querer que ela se comporte como se não tivesse;
- Ignorar particularidades da síndrome e justificar que seriam regalias;
- Julgar que não pode frequentar os mesmos lugares que as demais pessoas.
O preconceito machuca de tal forma, que o poema de Liê Ribeiro esclarece bem.
Esse vídeo foi feito quando um programa fazia comédia usando os autistas...


Você consegue se imaginar do lado de cá?







quarta-feira, 26 de março de 2014

A sua Escola Conscientiza sobre o Autismo?

Apesar de toda divulgação na mídia e redes sociais, algumas escolas se sentem inseguras em tratar o tema com seus alunos, tornando-se uma grande barreira no processo de conscientização sobre o autismo.
O tema exige muita sensibilidade, porém é mais humano explicar que determinados comportamentos considerados inadequados não ocorrem de forma proposital e sim por uma condição imposta pela síndrome, onde o acolhimento e a aceitação podem resultar em grandes conquistas e qualidade de vida ao indivíduo que enfrenta esta limitação.
Quero dividir com todos, um esboço de sugestão que levei à escola do meu filho e também um vídeo em que fiquei encantada pela forma como a escola chamou a atenção para a data...



02 de abril
Conscientização Mundial do Autismo

Objetivo: Promover o conhecimento sobre a síndrome do autismo a fim de qualificar o processo de inclusão da pessoa no espectro na sociedade de forma geral

Objetivo Específico: 

Aprender a conhecer e respeitar as diferenças;

Conhecer sobre a síndrome do autismo;

Aprender a se colocar no lugar da pessoa com autismo (sentimentos, dificuldades e sintomas) e ver possibilidades em ajudar a pessoa diante de determinadas dificuldades;


Atividades:


- Ouvir história baseada na tradução do livro “Aceitação do Autismo”  de Ellen Sabin e logo em seguida debater  sintomas relacionados às questões sensoriais e do dia a dia na sociedade (manipular placas de texturas diferentes, reponder perguntas de como se sente com luz forte nos olhos e quais sons sentem vontade de tampar os ouvidos, etc);
- Relatos sobre pessoas famosas que possuem um grau de autismo em uma linguagem simples, enfatizando a necessidade de acolher e compreender  as particularidades da síndrome, assim como perceber indivíduos de possibilidades.
- A partir da compreensão sobre a data da conscientização do autismo, o significado da cor azul e a diversidade de cores que representam o quebra-cabeça (símbolo do autismo), criar um painel com mensagens de apoio e incentivo à todas pessoas com autismo. Desenhar uma peça de quebra-cabeça em um pedaço de EVA, recortar e escrever uma palavra, frase ou desenho de apoio, colando todas as peças construídas pela turma em um pedaço grande de TNT;
- Encher um balão azul para pendurar na frente da escola ou uma espada de bisnaga de balão por ser uma arma que não machuca para lutar contra o preconceito.


Professores, sejam pontes e não barreiras!



segunda-feira, 24 de março de 2014

2° PARADA TARDE AZUL - CAXIAS DO SUL/RS


Palestra sobre Inclusão Social e Educacional da Pessoa Autista - Caxias do Sul/RS

Dia 02 de abril - Dia da Conscientização Mundial do Autismo, a AMA Caxias juntamente com a Prefeitura de Caxias do Sul promove a palestra:

Inclusão Social e Educacional da Pessoa Autista - Caxias do Sul/RS

Palestrante: 
Renata Bonotto - Doutorado em Informática na Educação. Diretora Executiva do Instituto Autismo e Vida. Membro do GT de Políticas Públicas da Rede Gaúcha Pró Autismo.

Mesa Redonda:
Luiza Aparecida Palhano - Presidente da AMA-Caxias.
Ana Paula Pacheco - Pedagoga, Psicopedagoga e Pedagoga Empresarial.
Silvestre Pedroso - Presidente do CMDPcD.
Inês Soso - Diretora da Proteção Especial.
Janemara da Rosa Matuella -  Psicóloga e Terapeuta da Família e Coordenadora Técnica do Centro Dia.

sexta-feira, 21 de março de 2014

21 de Março - Dia Mundial da Síndrome de Down

Dia 9 de fevereiro, recebemos um e-mail de uma futura mamãe:
"Espero um menino.
Descobri que ele tem Síndrome de Down.
Estou com medo.
Que vida terá meu filho?"

Este texto foi extraído do vídeo abaixo, deixamos nossa homenagem repleta de carinho a todas pessoas com Síndrome de Down.