sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Papel da alimentação no autismo: alergias e sensibilidades alimentares

Porque há artigos bem escritos, acho que devemos traduzi-los e divulga-los para que todos os possam ler:
"Compreender o papel das alergias e sensibilidades alimentares no autismo é de extrema importância para ajudar os pais a implementar as alterações alimentares necessárias na dieta dos seus filhos. Quer as alergias, quer as sensibilidades alimentares (e os sintomas que delas advem) são comuns nas crianças com autismo. 
Uma alergia alimentar (reacção IgE) é uma resposta imune imediata (por vezes fatal), que inclui sintomas como eritema, espirros, ou mesmo choque anafilático. As sensibilidades alimentares são respostas imunes retardadas, estando associadas a sintomas crónicos como áreas de inflamação/ dor, alterações digestivas, e queixas em termos de energia/ humor, como por exemplo: dores de cabeça, inflamação e dor gastrointestinal, diarreia e obstipação, hiperactividade ou ansiedade, entre muitas outras queixas. As sensibilidades alimentares podem também desencadear crises de asma, enxaquecas ou eczema. 
Devido ao impacto que estas alergias e sensibilidades alimentares podem ter em tantos sistemas corporais, diminui-las pode fazer uma diferença significativa no comportamento e no bem estar da criança. Diversos pais relatam melhorias em diversos sintomas quando removem alguns alimentos da dieta da criança, nomeadamente na diarreia ou hiperactividade, que as criança se sentem melhor, e que têm mais capacidade de atenção. A eliminação destas reacções imunitárias leva muitas vezes a melhorias substanciais na linguagem e outras áreas de aprendizagem e comportamento. 
Os pais das crianças autistas estão cada vez mais familiarizados com a retirada do gluten e da caseina, duas das substâncias alimentares mais problemáticas para as crianças com autismo. O gluten é uma proteina que se encontra no trigo, centeio, cevada, espelta, kamut e na maioria da aveia, e a caseina é a principal proteina dos lacticineos. As sensibilidades ao trigo e ao leite, são bastante comuns, e não apenas no autismo. 
A remoção do gluten e da caseina  - a dieta sem caseina e sem gluten - é a dieta com mais beneficios para o autismo. Além destes compostos poderem ser a causa de inflamação e alergias/ sensibilidades alimentares, estes compostos podem ainda transformar-se em compostos opióides, afectando directamente o cerebro. Estes opioides interferem com o pensamento, causam falta de atenção, irritabilidade, adicção aos alimentos que os contêm e obstipação - sintomas normalmente associados à dependencia opióide. É por isso fácil de entender os beneficios para as crianças quando removem o gluten e a caseina das suas dietas. 
Aquando da implementação de uma dieta sem caseina e sem gluten, muitas pessoas usam a soja e o milho como substitutos, mas estes também são alergenos comuns, e a remoção destes pode também ter, para muitas pessoas,  um forte impacto na saude, comportamento e atenção. 
A soja é degradada a nível intestinal pela mesma enzima que degrada o gluten e a caseina. Além disso, pode ser inflamatória para o tracto gastrointestinal, pode interferir com a função tiroidea, pode interferir com a absorçao do calcio, magnésio, zinco e outros minerais. Por estas e por outras razões, a soja é desaconselhada.  
O milho é também um alergéneo comum, e é parte integrante de muitos alimentos sem gluten. Além disso, pode haver vestígios de milho em compostos como a dextrose, a goma xantana, o xilitol, ácido ascorbico, corante caramelo, acido citrico, e aromas naturais. Sendo dificil de evitar na totalidade, dê preferencia às fontes biológicas e não modificadas geneticamente.  
Identificar e remover as sensibilidades alimentares ajuda a que o corpo tenha capacidade de auto-regenerar, e pode melhorar a digestão, comportamento, sono, eritemas e dores de cabeça (entre outros sintomas), nas crianças com autismo. Caso ainda não tenham começado nenhuma intervenção alimentar numa criança com autismo, sugiro que comece pela dieta sem caseina e sem gluten. Caso já esteja nessa dieta, sugiro que tente ainda retirar a soja e o milho para perceber se consegue ainda mais benefícios. 
A intervenção dietética no autismo requer alguma adaptação ao longo do tempo, e a identificação e a remoção das sensibilidades alimentares é essencial para a eficácia desta intervenção. Apesar de haver diferentes periodos de reacção / regressão, a remoção destas sensibilidades alimentares permite alguma consistência na evolução dos sintomas da doença, e permite que se possa avançar ainda mais e perceber o que é que ainda falta avaliar e "corrigir".  
É interessante verificar que quando o resto da familia também retira estes alimentos, se começam igualmente a sentir melhor."

Criança autista era fechada num saco na escola

Infelizmente ainda nos deparamos com esses "profissionais qualificados"...

O menino, com os pais
O menino, com os pais
Associated Press
Segundo a CNN, Sandra Baker diz ter chegado à escola e encontrado um saco fechado com um cordão e o professor ao lado. Lá dentro estaria alegadamente o seu filho que, quando se apercebeu da chegada de alguém, terá perguntado quem era.
De imediato a mãe terá exigido que o filho fosse retirado do saco. Quando de lá saiu "estava suado e com medo", segundo Sandra Baker.
A mãe do rapaz de 9 anos ficou chocada com a situação e questionou: "E se ele tivesse ficado sem ar lá dentro? E se tivesse havido uma emergência e ninguém o conseguisse tirar de lá?"
Sandra Baker disse que o filho estava fechado alegadamente para "cumprir um castigo" mas este não se terá apercebido disso e até lhe poderá ter sido dito que estaria a participar numa espécie de jogo.
O incidente já motivou alguns cidadãos americanos a dar início a uma petição na internet com o intuito de despedir os professores responsáveis pelo sucedido apelando à criação de um programa de formação nas escolas do distrito. Cerca de 10 mil pessoas dos 50 dos EUA já assinaram o documento.
Entretanto, Dennis Davis, em representação das escolas públicas de Mercer County, distrito onde tudo terá acontecido, já reconheceu que "tem conhecimento dos relatos" de Sandra Baker. Ainda assim, não adiantou qualquer informação sobre o caso alegando "leis de confidencialidade estaduais" em relação as crianças.
Davis garantiu que "o sistema escolar já reviu o que se terá passado e que assunto está ser tratado" mas aproveitou para salientar que "os funcionários da escola são profissionais qualificados que respeitam os alunos".
O alegado incidente terá ocorrido no dia 14 de Dezembro. O rapaz está agora de férias mas quando estas terminarem deve regressar à mesma escola, especializada para a educação de crianças autistas e com professores qualificados.



Documentário sobre Autismo



HINO DO EXCEPCIONAL (Autor desconhecido)




HINO DO EXCEPCIONAL (Autor desconhecido)

Se todos se unirem a força será bem maior/
Essas crianças merecem um mundo melhor/
Se um dia olhar em seus olhos irão perceber o que querem dizer/
Me dê sua mão pois a minha esperança é você/
Se um dia você por acaso perder a esperança/
Pode buscá-la nos olhos de uma criança/
Quem faz o sorriso brotar Não vai encontrar mais razão para chorar/
Me dê sua mão pois a minha esperança é você/

Muitas não sabem falar!/
Muitas não sabem falar/
Outras não podem correr!/

Outras não podem correr/
Mas se você der amor, elas irão compreender/
Todos na mesma oração/
Queremos você em nossa canção /

Me dê sua mão pois a minha esperança é você/
Me dê sua mão pois a minha esperança é vocêêêêêêêêê!/
Vocêêêêêêêêê!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vídeo explicativo sobre Autismo

Reportagem sobre Autismo


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Lentes Inclusivas - Apresentação

Slide apresentação do projeto Lentes Inclusivas, no lançamento oficial do projeto.
A inclusão através da fotografia é mágico.

Saiba quais são os sintomas da doença de Kawasaki, patologia infantil de difícil diagnóstico

Em nove dias sem tratamento, doença pode causar sérias complicações, como infarto e convulsões.

Uma patologia infantil pouco conhecida e de difícil diagnóstico. São diversos os motivos que fazem com que a doença de Kawasaki tenha grandes chances de passar batida pelo exame clínico quando a criança aparece febril no consultório. Falha que pode ser decisiva quando se trata de uma doença que, em nove dias sem tratamento, pode mudar para sempre a vida da criança.
– Se não fosse a nossa insistência em buscar uma resposta para a febre da Pietra, que persistia, teria sido tarde demais – comenta a pedagoga Ana Paula Ludwig, 30 anos, mãe da Pietra, um ano e oito meses.
Gaúcha, moradora da Praia da Armação, em Santa Catarina, Ana Paula e o marido, o técnico em eletrônica Jean Pierri, notaram que a filha estava com febre que logo passou dos 40ºC e não baixava. Em um curto espaço de tempo, apareceram manchinhas nos pés, nas mãos e na boca.
– Nos primeiro e no segundo dia, fomos procurar ajuda. Como não havia sinais de virose, ou de algo facilmente detectável, nos mandaram para casa. Eu estava apavorada – diz Ana Paula.
No terceiro dia, foi a vez dos gânglios incharem e os olhos da menina ficarem vermelhos. Eles voltaram à emergência, onde foi feito um hemograma – e uma infecção foi diagnosticada. Como já estava com viagem marcada a Porto Alegre, onde mora sua família, mãe e filha vieram à Capital. No Hospital da Criança Santo Antônio, Pietra foi diagnosticada com Kawasaki.
– A pediatra disse que a gente tinha pouquíssimo tempo, que ela deveria ser internada naquele momento para receber medicação. Pouco depois, ela já estava bem. Tivemos sorte, mas imagine quantas crianças são mandadas de volta para casa com febre por desconhecimento dos pediatras? – questiona Ana Paula.
O chefe do Serviço de Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Boaventura Antônio dos Santos, reconhece que existe, sim, dificuldade por parte de alguns médicos em diagnosticar a Kawasaki. Sua baixa incidência – na América do Sul, são menos de três casos para cada 100 mil habitantes – e a inexistência de um exame com marcadores específicos (o diagnóstico é exclusivamente clínico) contribuem para agravar o problema.
– A febre vem acompanhada de sintomas bem diferentes dos de uma virose, como conjuntivite – explica o médico, que já atendeu a 50 casos do gênero, sendo que alguns evoluíram para cardiopatias, inclusive com casos de morte.

Complicações
Identificada pelo pediatra japonês Tomisaku Kawasaki, em 1967, a Kawasaki chamou a atenção em 2007 por ter sido a causa da morte do filho mais velho de John Travolta, Jett, 16 anos. Após apenas nove dias sem tratamento, a doença pode causar infarto infantil e convulsões, por exemplo.
– Tive um caso de uma menina de dois anos, em Porto Alegre, com os principais sintomas (febre alta, hiperemia conjuntival, língua vermelha e inchada), linfonodos cervicais aumentados (ínguas no pescoço). A paciente chegou a apresentar manifestações cardíacas, e, por isso fez acompanhamento completo por meses, pois sempre podem surgir complicações posteriores – relata o pediatra Ricardo Kreitchmann Filho.


Saiba mais
:: Os principais sintomas são febre alta por mais de cinco dias, conjuntivite asséptica (sem pus), manchas na pele, inchaço de pés e mãos, ínguas no pescoço (geralmente em apenas um dos lados), secura e vermelhidão dos lábios e da língua. Nem todos os doentes têm todos os sintomas.

:: A doença afeta principalmente crianças com menos de cinco anos.
:: Crianças menores de dois anos de idade e do sexo masculino têm risco maior de desenvolver arterite (inflamação das paredes das artérias) com aneurismas das coronárias.

Filme sobre autismo: TOUCH - Trailer

Filme aborda um pai buscando "alcançar" seu filho autista a todo custo...