sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Intolerância às férias

Estamos contando os dias (literalmente) para o fim das férias!!
Ângelo está sofrendo de saudade da escola, dos colegas, dos professores e funcionários! Não só tivemos que visitar a escola fechada, como foi preciso organizar uma viagem para o tempo passar mais rápido!

Não enfrentamos muitos problemas com quebra de rotina, mas nosso menino não é o tipo de criança que aceita reduzir as atividades.
 Embora eu tivesse me organizado para mantê-lo sempre realizando algo, o pai dele teve sérios problemas de saúde, a atenção para ele diminuiu  e a saudade da escola bateu!
Como explicar o que é férias?
A alternativa foi criar um mural com o que ele pudesse escolher o que fazer por estar de férias e uma espécie de calendário para contarmos os dias para ele ir ao seu lugar preferido: o mar!



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Congresso Nacional sobre Autismo

TOTALMENTE ONLINE E GRATUITO!!
De 23 de Fevereiro a 01 de Março de 2015.
Maiores Informações clique abaixo!!!

 http://www.conautismo.com.br/

Menina faz sucesso ao dançar do seu jeito em apresentação da escola

É impossível não amar as crianças...
Cada uma do seu jeito e todas incrivelmente lindas!
Não resisti em compartilhar esta apresentação de uma escola...


Autista cria livro e rádio para divulgar transtorno

Quieto, distraído, fazendo movimentos repetitivos. Essa é a imagem que a grande maioria das pessoas tem dos autistas. Além do estereótipo, a falta de informação e o acesso gratuito a especialistas restrito ainda dificultam o diagnóstico e o desenvolvimento dos autistas no Brasil.
“No ABC não tem praticamente nada. Temos de ir para São Paulo achar especialistas e é tudo particular”, destacou André Luiz Pinheiro, 41 anos, morador de Santo André, autor do livro O mistério de Palhaço Azul e criador da webrádio Xiririca. O autismo é definido como um transtorno global do desenvolvimento com características básicas, como inabilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
Pedagogo, pós-graduado em educação infantil, educação ambiental e agora concluindo a especialização de educação inclusiva, Pinheiro é exemplo de como o diagnóstico da doença ainda é difícil e de que os autistas podem viver normalmente. “Só fui diagnosticado aos 40 anos. As pessoas desconfiavam e me indicavam que deveria procurar ajuda. Fiquei dois anos procurando vários médicos até receber o diagnóstico”, destacou.
Pinheiro ressaltou que desde os 2 anos apresenta sinais, mas que como entrou na escola e se formou normalmente as pessoas só o consideravam um garoto estranho. “O que senti quando recebi o diagnóstico? Alívio. Eu, diagnosticando e fazendo tratamento, já sinto uma melhora muito grande, mesmo tardio”, pontuou.
O pedagogo se encaixa no perfil da Síndrome de Asperger, transtorno do espectro autista. Normalmente, os pacientes com esse perfil se distanciam da imagem clássica do autista. “Muita gente por aí tem e não sabe. Teve gente que falou que achava impossível eu ser autista, pois fiz faculdade. Converso com muitas pessoas autistas e cada uma é de um jeito diferente, varia bastante. A única característica igual para todos é o problema com interação social”, ressaltou.
Pinheiro acredita que o mito em torno da doença, a falta de informação, ajuda a assustar os pais, que recebem o diagnóstico dos filhos com desespero. “Tem gente que acha que autista não pode namorar, casar, que não vai conseguir estudar”, afirmou. Com ajuda da internet e de campanhas de conscientização, o pedagogo percebe que muitas pessoas têm conseguido o diagnóstico ainda na infância. No entanto, aponta que o sistema público de saúde não oferece o mínimo para que o diagnóstico e o tratamento ocorram nas famílias sem condições financeiras.
Livro
Pinheiro destacou que a fase mais difícil de superar foi a adolescência. É sobre essa etapa que o pedagogo conta em seu livro, O mistério do Palhaço Azul, lançado pelo Clube de Autores. A autobiografia traz as dificuldades da época em que não sabia que era autista, sua busca por ajuda e sua transformação após o diagnóstico. “Quero passar esperança para as pessoas, que é possível o autista se desenvolver e viver normalmente.”
Fazendo apresentações co­mo palhaço Pinheiro viu a oportunidade de trabalhar seus problemas de comunicação, uma forma de se abrir para um mundo de extroversão que muitas vezes se distancia do autista.
Outra atividade que André desenvolve é na webrádio Xiririca, onde junta música e informação, contando sua história e ajudando a divulgar o autismo. A rádio já possui mais de 8 mil acessos, com uma média de visitação diária de 200 acessos e fica 24 horas no ar. A rádio pode ser ouvida pelo endereço www.radioxiririca.com.br e o livro, impresso ou em versão digital, pode ser adquirido pelo site www.clubedeautores.com.br

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Aprendendo os números

É mais fácil ensinar quando o individuo irá se apropriar do conhecimento em seu benefício. Para o Ângelo, os números do elevador fazem sentido...


Encontre o par



Esta é uma atividade criada para o Ângelo identificar os pares. As cores das imagens foram propositalmente escolhidas diferentes para que não corrêssemos o risco dele agrupar por cor e não por imagem.

Atividades das Sombras





Esta é uma atividade criada para o Ângelo reconhecer a sombra que corresponde a cada bichinho.
Esta atividade também exige atenção aos detalhes.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Atividade Nível II


Esta é uma atividade de Nível II onde a criança além de transportar os objetos da esquerda para a direita, necessita organizar de acordo com a cor correspondente.
Atividade criada pela prof. AEE Ana Lucia Pires para contribuir no aprendizado do Ângelo.

Contando histórias...


Agora que o Ângelo já consegue responder ao que solicitamos e não está frente aos olhos dele, entramos na fase de explorar as histórias.
Esta atividade, vamos montando conforme a história que contamos..
A grama cresce, a árvore dá frutos e os pássaros voam felizes no céu... É preciso atenção para organizar a figura conforme a história é contada.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Há 29 anos, ele é pai 24h por dia e supera ao lado do filho as dores do autismo

“Marquinho! Hoje é seu aniversário, meu filho querido, sei que você não está bem, mas saiba que sinto sua dor também, meu filho. Parabéns, nunca vou te abandonar, estarei todos os dias, na madrugada, na noite, sempre ao seu lado, porque é muito especial para mim. Parabéns papai te ama”.
O texto acima foi postado dia 16 de junho, segunda-feira passada, quando Marco Aurélio completou 29 anos. O pai, Deir Ferreira de Arruda, viu na data motivo para comemorar. Razões que a gente, de fora, se pergunta quais são.
Deir não tem profissão. Aos 49 anos é pai 24h por dia, 7 dias por semana, em tempo integral. Pai de um filho autista, com um grau considerado severo da doença. Um homem com traços envelhecidos, um ar cansado, que vem nos abrir a porta e explica a cara de sono dizendo que está de pé desde 2h da manhã, quando Marquinho levantou.
a casa humilde, alugada e de poucos cômodos, Marquinho passa pulando de um lado para o outro. Está tranquilo e os pulos são no ritmo do som, no rádio do jovem está tocando Pitty, artista que ele mais gosta. É na melodia que ele encontra uma terapia. Se acalma, ou se agita, conforme a música dita. “O autista é assim”, resume o pai sobre o comportamento do filho. Marquinho não fala, enxerga, mas a gente não sabe dizer o que ele vê.
Na semana passada, as mãos tocaram o bolo de aniversário. Deir nunca pode levar Marquinho às festas de criança sem que pudesse tirar os olhos do menino. Ele explica que é porque em qualquer descuido, o filho colocava a mão no bolo destruindo glacê e o que viesse de recheio.
Há muito tempo não se festejava o aniversário de Marquinho. Deir não sabe precisar quando foi o último dia 16 de junho passado assim. Na casa da tia, o aniversariante recebeu os familiares, ou melhor, a família o recebeu. Balões, refrigerantes e as velinhas. “Para mim ele sabia que a festinha era para ele. Ele ficou bem feliz”, comenta.
Quem soprou as velinhas foi Deir, é o pai que vê motivo e razão na chegada de mais um ano de vida. “Ele estabilizou, venci uma etapa que é a estabilização da saúde dele”.
Quando o Campo Grande News conheceu Marco Aurélio, há 3 anos, o pai estava em desespero. O autista colecionava convulsões e a família só recebia más notícias, desde a piora no estado de saúde até o encerramento do atendimento em psiquiatria pela Santa Casa.
Só neste ano é que Deir conseguiu, pela Justiça, direito aos medicamentos e fraldas para o filho de graça, pela Casa de saúde. Até então, era tudo do bolso dele, que sem emprego, vivia apenas da renda do INSS.
Hoje, Deir ainda carrega nos olhos o peso de quem não dorme e não come direito, de quem pensa mais no filho e mal se lembra de si. Constatação que ele mesmo faz em voz alta. “Tem medicamento, tem que fazer almoço. Você esquece de você”.
O filho começa a demonstrar agitação, talvez pelas visitas, ou pela atenção que o pai dispensava a nós. “Vamos até aquela avenida nova? Ele adora passear, falou de por o tênis, ele já sabe”, descrevia Deir.
Dito e feito, ao chamar Marquinho para calçar o tênis, o menino magro, na altura do seu 1,71m, se sentou esperando o pai colocar um pé depois do outro. Em mãos, duas tampas que ele não desgruda. “Autista se apega a objetos e você não pode trocar, mas são sempre tampa de garrafa ou plástico”.
Na região do bairro Santo Eugênio, o rapaz respira o ar da manhã, toma um sol e caminha lado ao lado do pai. Não é cena para foto. O que Deir faz diante da lente da câmera ele também faz quando não se tem plateia: carinho ao filho.
Nos olhos e na voz, ele descreve o medo que tem, de quantos aniversários ainda pode ter pela frente. “Tenho medo de dar algum problema em mim, quem vai ficar com ele?” No soprar das velinhas e no corte do primeiro pedaço de bolo, os desejos vem do pai, para que ele tenha mais anos de vida junto do filho.
O que lhe falta? Deir podia discorrer horas sobre uma lista de necessidades, mas não, se restringe a dizer sobre o atendimento multidisciplinar ao filho. “Aquele atendimento eu ainda não consegui. É um local que tenha psicólogo, assistente social, fonoaudiólogo, nutricionista. Aqui em Campo Grande só tem ONG que oferece e o Marquinho já tem 29 anos”.
A saúde do autista está melhor, o quadro é considerado estável, por ora. “A partir do momento em que você aceita, você enxerga as perspectivas, se sente melhor, mais feliz, embora ainda sofra muito”, resume o pai. E que venham muitos anos de vida junto do filho.