sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Após sofrer preconceito, portadora de necessidades especiais vai terminar estudos em casa
Muitos ainda sofrem em relação à inclusão. É triste perceber profissionais da área de educação agindo com total descaso diante do direito de um cidadão.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Autismo no Jornal Nacional
Nova lei brasileira dá benefícios de pessoas com deficiência para quem possui autismo.
Garçom vira herói ao se recusar a servir cliente que destratou criança com síndrome de Down

Uma criança de apenas 5 anos de idade foi vítima de preconceito em uma steakhouse na cidade de Houston, no Texas. Enquanto almoçava ao lado da família, Milo, que é portador de síndrome de Down, foi alvo de comentários agressivos por parte de um homem que estava sentado na mesa ao lado. O crime, porém, não passou batido: Michael Garcia, garçom do restaurante, questionou a ofensa e se recusou a servir aquele cliente, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail.
O homem, que também estava acompanhado da família, primeiramente pediu para mudar de mesa e sentar longe do menino. Em seguida, disse: “Crianças especiais deveriam ser especiais em outro lugar”.
Ao ouvir o comentário, Michael, abismado, foi até o cliente tirar satisfação. “Como é que você pode falar uma coisa dessas? Como pode falar isso de um lindo anjo de apenas 5 anos?”, disse. Sabendo que poderia perder seu emprego, o garçom pediu desculpas, mas falou que não iria servir aquela mesa.
Milo e seus parentes, até o momento, não haviam notado nada. Eles só ficaram sabendo do acontecido quando um colega de trabalho de Michael os contou. Os pais do menino agradeceram e disseram que já se consideram clientes fiéis da casa.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Documentário sobre autismo é exibido em cinema de Belém

A produção relata o desenvolvimento do cérebro social relacionando à compreensão do cérebro autista, trazendo a interferência real de uma pessoa que convive com o problema internamente todos os dias.
O filme conta com a participação, como assistente de direção, de uma jovem portadora da Síndrome de Asperger, Julia Balducci de Oliveira, 24 anos, formada em cinema pela FAAP.
Lançado em Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e outras capitais, o documentário tem a direção de Marcos Tomanik Mercadante, psiquiatra falecido em 2011, idealizador da ONG Autismo & Realidade.
Sessão está marcada para o próximo dia 22 de janeiro, às 19h. Documentário será exibido no Cine Líbero Luxardo.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Lei prevê benefícios ao reconhecer o autismo como deficiência
No Brasil existem cerca de 2 milhões de autistas. Uma lei, promulgada há
menos de um mês, define a condição como deficiência e garante aos
autistas uma série de benefícios.
Estudos comprovam que cerca de 10% das crianças que recebem o diagnóstico precoce e iniciam a intervenção multidisciplinar perdem todas características do autismo e 70% desenvolvem alguma habilidade e vida autônoma.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Jackson quer respirar e você pode ajudar assinando a nossa petição!
O pequeno Jackson ficou tetraplégico depois de ter sido atropelado em janeiro de 2010. Desde que deixou a UTI pediátrica, vem recebendo cuidados médicos domiciliares intensivos. O acidente afetou sua função respiratória, que depende de um ventilador mecânico e um cilindro de oxigênio para respirar. O uso contínuo deste aparelho causa sérios riscos à saúde de Jackson, como: sangramento e infecção no corte e estragos na própria boca, nas cordas vocais, na laringe e na traqueia. Estas lesões podem causar as chamadas "estenoses" que são estreitamentos da via aérea por cicatrização exacerbada destas estruturas. Ao contrário do que o Governo do Estado do Rio Grande do Sul - erroneamente - alega, Jackson poderá ter seu quadro clínico agravado. Juntemos nossas forças!
ASSINE A PETIÇÃO CLICANDO AQUI! DESDE JÁ SENTIMOS IMENSA GRATIDÃO!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Aprendo a usar o banheiro
O uso do banheiro pode até ser fácil para algumas crianças, mas para outras é um verdadeiro desafio!
A idéia consiste em explorar a função do banheiro ampliando a compreensão da criança, utilizando meios onde ela mesma possa organizar as atividades que consistem neste cômodo.
Através de apoio visual, perguntamos para que serve o banheiro? O que todos fazem dentro do banheiro? Qual a função de cada parte dele?
Esta atividade foi desenvolvida atendendo às necessidades particulares de determinada criança (TEA) utilizando uma imagem simples de banheiro extraída da internet, imagens de PEC'S e velcro para fixar as imagens em seus devidos lugares.
Utilizamos também o "Incentivo ao uso do penico", texto citado AQUI e figuras de heróis, personagens infantis em papel com velcro.
E por fim, a criança organizou todas as atividades demonstrando total compreensão.
Incentivo ao uso do penico
Tirar as fraldas nem sempre é algo fácil, mas pode se tornar em algo bem divertido e até, de certa forma, "mágico".
Para incentivar o uso do penico, coloque água e algumas gotas de corante azul alimentício no penico e a criança ficará surpresa quando fizer xixi e mudar de cor para verde ou laranja.
Permita que a criança escolha sua roupa íntima ( cueca/calcinha) dos personagens que mais gosta, cores, modelos..., participando ativamente e não passivamente da passagem desta fase em sua vida.
Vale também permitir que seus bonecos usem o penico, mas a "mágica" (troca de cor com xixi) só acontece com a criança, atribuindo a ela super poderes!
domingo, 13 de janeiro de 2013
Eu acredito na força do amor!
Não é preciso entender francês para compreender a linda mensagem deste menino e a força do amor em sua vida para desenvolver seu potencial...
sábado, 12 de janeiro de 2013
Autismo no Programa Ser Saudável
Queridas
famílias gaúchas, que fazem parte do Autismo e Vida! Mães que tive a
honra de conhecer pessoalmente e com muito conhecimento para transmitir!
Vale a pena assistir!
Por que é tão demorado crescer e os filhos crescem tão rápido?
Lembro da minha pressa na infância em crescer e como era demorado isso acontecer...
Hoje olho para meus filhos e percebo como o tempo passa rápido! E cada vez mais, mesmo que diferente, a infância se despede...
Amor por filho é um amor inexplicável e imedível, acho que é por isso que tudo deveria passar de forma lenta, além do normal, para sobrar cada vez mais tempo para apertar e apertar muito, rir, brincar... viver a melhor fase deles e a nossa quando finalmente crescemos.
Hoje olho para meus filhos e percebo como o tempo passa rápido! E cada vez mais, mesmo que diferente, a infância se despede...
Amor por filho é um amor inexplicável e imedível, acho que é por isso que tudo deveria passar de forma lenta, além do normal, para sobrar cada vez mais tempo para apertar e apertar muito, rir, brincar... viver a melhor fase deles e a nossa quando finalmente crescemos.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
COMO SERIA ESTAR POR TRÁS DOS OLHOS DE UM AUTISTA?
"O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar" - conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o video interativo "Carly's Café", no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um.
Lê se na tela de um computador: "Meu nome é Carly Fleischmann e desde que me lembro, sou diagnosticada com autismo", a digitação é lenta, a idéia não é concluída sem algumas interrupções, é assim que Carly trava contato com o mundo. Carly é uma adolescente de Toronto, Canadá, e atravessou uma batalha na vida. Ajudada pelos pais, ela conseguiu superar a barreira máxima do isolamento humano.
“Quando dizem que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você levasse um chute no estômago", diz o pai de Carly. Ela tem uma irmã gêmea que se desenvolvia naturalmente, e aos dois anos, ficou claro que havia algo de errado. Ela estava imersa no oceano de dados sensoriais bombardeando seu cérebro constantemente. Apesar dos esforços dos pais, pagando profissionais, realizando tratamentos, ela continuava impossibilitada de se comunicar e de ter uma vida normal. O pai de Carly explica que ela não era capaz de andar, de sentar, e todos doutores recomendavam: "Você é o pai. Você deve fazer o que julgar necessário para esta criança".
Eram cerca de 3 ou 4 terapeutas trabalhando 46 horas por semana. Os terapeutas acreditavam que Carly fosse mentalmente retardada, portanto, sem esperanças de algum dia sair daquele estado. Amigos recomendavam que os pais parassem o tratamento, pois os custos eram muito altos. O pai de Carly, no entanto, acreditava que sua criança estava ali, perdida atrás daqueles olhos: "Eu não poderia desistir da minha filha".
Subitamente aos 11 anos algo marcante aconteceu. Ela caminhou até o computador, colocou as mãos sobre o teclado e digitou lentamente as letras: H U R T - e um pouco depois digitou - H E L P. Hurt, do inglês "Dor", e Help significa "Socorro". Carly nunca havia escrito nada na vida, nem muito menos foi ensinada, no entanto, foi capaz de silenciosamente assimilar conhecimento ao longo dos anos para se comunicar, usando a palavra pela primeira vez, em um momento de necessidade extrema. Em seguida, Carly correu do computador e vomitou no chão. Apesar do susto, ela estava bem. "Inicialmente nós não acreditamos. Conhecendo Carly por 10 anos, é claro que eu estaria cético", disse o pai.
Os terapeutas estavam ansiosos para ver provas e os pais incentivavam Carly ao máximo para que ela se comunicasse novamente. O comportamento histérico de Carly permanecia exatamente como antes e ela se recusava a digitar. Para força-la a digitar, impuseram a necessidade. Se ela quisesse algo, teria que digitar o pedido. Se ela quisesse ir a algum lugar, pegar algo, ou que dissessem algo, ela teria que digitar. Vários meses se passaram e ela percebeu que ao se comunicar, ela tinha poder sobre o ambiente. E as primeiras coisas que Carly disse aos terapeutas foi "Eu tenho autismo, mas isso não é quem eu sou. Gaste um tempo para me conhecer antes de me julgar".
A partir dai, como dizem os pais, Carly "encontrou sua voz" e abriu as portas de sua mente para o mundo. Ela começou a revelar alguns mistérios por trás do seu comportamento de balançar os braços violentamente, e de bater a cabeça nas coisas, ou de querer arrancar as roupas: "Se eu não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se eu pudesse parar eu pararia, mas não tem como desligar. Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu estivesse travando uma luta contra o meu cérebro".
"Eu gostaria de ir a escola, como as outras crianças. Mas sem que me achassem estranha quando eu começasse a bater na mesa, ou gritar. Eu gostaria de algo que apagasse o fogo". Carly explica ainda que a sensação em seus braços é como se estivessem formigando, ou pegando fogo. Respondendo a uma das perguntas que fizeram a ela, sobre porquê às vezes ela tapa os ouvidos e tapa os olhos, ela explica que isso serve para ela bloquear a entrada de informações em seu cérebro. É como se ela não tivesse controle e tivesse que bloquear o exterior para não ficar sobrecarregada. Ela explica ainda que é muito difícil olhar para o rosto de uma pessoa. É como se tirasse milhares de fotos simultaneamente com os olhos, e é muita informação para processar. O cérebro de Carly não possui a capacidade de catalizar a quantidade imensa de informações para os sentidos, e consequentemente, ela não pode lidar com a quantidade excessiva de informação absorvida.
Segundo o pai de Carly, ela faz questão de dizer, que é uma criança normal, presa em um corpo que a impede de interagir normalmente com o mundo. O Pai de Carly teve a chance de finalmente conhecer a filha. A partir do momento em que ela começou a escrever, se abriu para o mundo. Carly hoje está no twitter e no facebook. Ela conversa com as pessoas e responde dúvidas sobre o autismo. Com ajuda do pai ela escreveu um livro chamado Carly's Voice (A voz de Carly). Entre os mais variados comentários que ela recebe sobre o livro, um crítico disse: "A história de Carly é um triunfo. O autismo falou e um novo dia nasceu".
Assista o curta-metragem interativo "Carly's Café", baseado em um trecho do livro, e vivencie a experiência de Carly por alguns minutos:
Veja algumas perguntas respondidas por Carly que ajudam a elucidar algumas questões do autismo:
Questão 1: Carly, você pode me dizer porque meu filho cospe todo o tempo? Ele tem todos os outros tipos de comportamento também: Bater a cabeça, rolar, balançar os braços, mas o cuspe é asqueroso e realmente faz com que as pessoas queiram ficar longe dele. Alguma idéia?
Carly: Eu nunca cuspi, quando era criança. No entanto, eu babava, e sentia como se cuspisse. Hoje eu percebo que eu nunca soube como engolir a saliva. Eu nunca usei minha boca para falar, e por isso, nunca usei os músculos da boca. Quando você tem saliva presa na sua boca, existem poucas maneiras de se livrar do desconforto. Tente dar a ele alguns doces por duas semanas. Isso vai fortalecer os músculos e ensina-lo a engolir a saliva.
Questão 2: Meu garoto de quatro anos grita no carro toda vez que o carro para. Ele fica bem, desde que o carro mantenha-se em movimento. Mas uma vez que parou, ele começa a gritar. É uma mania incontrolável.
Carly: Eu adoro longos passeios de carro. O carro em movimento, e o visual passando rapidamente permite que você bloqueie outros impulsos sensoriais e foque em apenas um. Meu conselho é que você coloque um DVD no carro com cenário em movimento.
Questão 3: Você alguma vez já gritou sem razão nenhuma? Mesmo com o semblante feliz, e tudo calmo e relaxado, mas você apenas começa a gritar? Minha filha às vezes faz isso e eu estou tentando entender o porquê.
Carly: Ela está filtrando o audio e quebrando os sons, ruídos e conversações através do dia. Além de gritar, ela poderá chorar, rir alto e até demonstrar raiva. É a nossa reação por finalmente entendermos algo que foi dito há alguns minutos, alguns dias ou alguns meses. Está tudo ok com ela.
Questão 4: Como eu faço com que um adolescente pare com movimentos repetitivos na classe? Ele diz que os professores são chatos e que é muito mais divertido na cabeça dele. Eu sei que é, mas ele está perdendo todas as instruções e leituras. Eu estou sempre redirecionando ele, mas ele está perdendo tanto. Me ajude.
Carly: Ok. Preciso limpar uma má interpretação sobre o autismo. Se uma criança está fazendo movimentos repetitivos, não quer dizer que ele ou ela não esteja escutando. De fato, ela escuta melhor se ela estiver fazendo esses movimentos. Eu estou estudando e ainda faço movimentos na classe. Eu tento ser discreta, como se estivesse enrolando um pequeno pedaço de papel nos meus dedos. Todos fazem movimentos repetitivos. Pense nos desenhos que você faz quando está no telefone, ou enrolando a ponta dos cabelos, ou enroscando o lápis entre os dedos. Isso é um "stim" (uma movimentação repetitiva). Não há nada de errado com isso, mas às vezes é melhor tentar ser discreto.
Nova lei obriga diretor de escola a matricular alunos com autismo
Gestores poderão ser multados ou demitidos;
norma vai assegurar acesso também a saúde e moradia, entre outros.
Gestores de escolas que se recusarem a matricular alunos com autismo serão punidos com multa e, em caso de reincidência, poderão perder o cargo. A regra integra a Política de Proteção dos Direitos de Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
“A lei representa um passo importante, mas, agora, tem de ser colocada em prática”, afirmou a presidente da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Furia Silva. O texto prevê a participação da sociedade em todas as etapas da política: desde a implementação até o controle da execução das ações.
Para Marisa, um dos maiores avanços do texto é deixar claro que o autista deve ser considerado como deficiente. “Até hoje, pessoas com transtorno estavam à margem do sistema de atenção”, avalia.
Ela conta que em muitos casos havia dúvida se o tratamento deveria ser feito na área de saúde mental, se o autista deveria ter asseguradas todas as garantias previstas na política de pessoas deficientes. “Isso agora está resolvido”, diz.
O mesmo ocorre com o acesso à educação. “Como todo cidadão, o autista deveria ter assegurado todo atendimento e assistência. Mas isso, muitas vezes, ficava apenas no papel, incluindo as vagas nas escolas.”
A lei assegura a participação da comunidade na elaboração e no controle da política. As ações deverão ser feitas de forma intersetorial. “A ideia é criar estratégias dentro de várias áreas: saúde, educação, previdência”, completa a presidente da associação.
A lei foi batizada de Berenice Piana, em homenagem à autora do projeto apresentado no Congresso, também mãe de autista. A ideia é assegurar, com a norma, acesso a ações e serviços de saúde, educação, ensino profissionalizante, moradia, mercado de trabalho, previdência e assistência social.
Diagnóstico precoce. Marisa considera essencial garantir o diagnóstico precoce da doença. “Há ainda muito o que melhorar”, avalia. Ela observa que quanto melhor a qualidade da assistência, menor o gasto, tanto do governo quanto das famílias de autistas.
Outro ponto importante, completa, é a formulação de um sistema de tratamento para pacientes em todas as fases da vida: desde a infância até a terceira idade. “Quem vai cuidar do idoso autista? Os pais morrem, os irmãos possivelmente também já estarão na terceira idade. É preciso ações para crianças, para estudantes, jovens e idosos.”
De acordo com o governo, para o cumprimento das diretrizes de saúde, educação e ensino profissionalizante, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.
“A lei representa um passo importante, mas, agora, tem de ser colocada em prática”, afirmou a presidente da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Furia Silva. O texto prevê a participação da sociedade em todas as etapas da política: desde a implementação até o controle da execução das ações.
Para Marisa, um dos maiores avanços do texto é deixar claro que o autista deve ser considerado como deficiente. “Até hoje, pessoas com transtorno estavam à margem do sistema de atenção”, avalia.
Ela conta que em muitos casos havia dúvida se o tratamento deveria ser feito na área de saúde mental, se o autista deveria ter asseguradas todas as garantias previstas na política de pessoas deficientes. “Isso agora está resolvido”, diz.
O mesmo ocorre com o acesso à educação. “Como todo cidadão, o autista deveria ter assegurado todo atendimento e assistência. Mas isso, muitas vezes, ficava apenas no papel, incluindo as vagas nas escolas.”
A lei assegura a participação da comunidade na elaboração e no controle da política. As ações deverão ser feitas de forma intersetorial. “A ideia é criar estratégias dentro de várias áreas: saúde, educação, previdência”, completa a presidente da associação.
A lei foi batizada de Berenice Piana, em homenagem à autora do projeto apresentado no Congresso, também mãe de autista. A ideia é assegurar, com a norma, acesso a ações e serviços de saúde, educação, ensino profissionalizante, moradia, mercado de trabalho, previdência e assistência social.
Diagnóstico precoce. Marisa considera essencial garantir o diagnóstico precoce da doença. “Há ainda muito o que melhorar”, avalia. Ela observa que quanto melhor a qualidade da assistência, menor o gasto, tanto do governo quanto das famílias de autistas.
Outro ponto importante, completa, é a formulação de um sistema de tratamento para pacientes em todas as fases da vida: desde a infância até a terceira idade. “Quem vai cuidar do idoso autista? Os pais morrem, os irmãos possivelmente também já estarão na terceira idade. É preciso ações para crianças, para estudantes, jovens e idosos.”
De acordo com o governo, para o cumprimento das diretrizes de saúde, educação e ensino profissionalizante, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Alexis Wineman pode se tornar a 1ª jovem com autismo a ser coroada miss América
A miss Montana, Alexis Wineman, 18, pode se tornar a primeira jovem com autismo coroada miss América. Ela disputa neste sábado (12) com outras 52 candidatas o direito de suceder Laura Kaeppeler
A bela Alexis quer aproveitar a exposição no concurso para chamar atenção para o autismo, uma alteração no desenvolvimento que afeta a capacidade de se comunicar, socializar e estabelecer relacionamentos.
Acompanhada pela mãe, ela viajou por Montana de carro, apresentando em escolas e hospitais sua palestra sobre o autismo. Foram 11.000 km rodados.
Em um de seus vídeos, ela conta:
— A maioria da população não entende o que é o autismo, mas com uma em cada 88 pessoas tendo alguma forma de autismo, esta compreensão se torna mais e mais necessária.
Ela admite que há preconceito contra os autistas:
— Fico surpresa com quem não aceita as pessoas que são diferentes.
E continua:
— Só queremos que nos entendam. É o que estou tratando de explicar a todos. Também quero dizer às crianças autistas que elas não têm nada do que se envergonhar.

Superação
Alexis foi diagnosticada aos 11 anos. Para superar o atraso no desenvolvimento, ela recebeu aulas de teatro.
No colégio, ela sofreu no começo por não entender muitas das brincadeiras dos colegas, e sempre levar tudo no sentido literal. A família a encorajou a participar mais das atividades da escola, e foi no grupo de cheerleaders que Alexis se encontrou, virando a capitã.
— Nunca fui o tipo de garota que usa salto alto, então não estava preparada. Foi a parte mais difícil.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Guarda municipal luta contra preconceito
A vida da guarda municipal e advogada Bárbara Esther Pereira, de 39 anos, mudou muito após o nascimento do filho Lucas, de 13 anos. O jovem foi diagnosticado com autismo, e Bárbara percebeu que, muitas vezes, as pessoas ligadas à Segurança Pública não sabem como lidar com pessoas com deficiência.
Por isso, decidiu implantar uma ação de conscientização na Guarda Municipal do Rio. Ela passou a dar palestras sobre como essas pessoas devem ser abordadas e tratadas pelos guardas. Além disso, tornou-se membro da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-RJ.
— Ainda há preconceito sobre diversos tipos de deficiências físicas e mentais.
Bárbara também integra a organização Mundo Azul, destinada aos direitos dos autistas.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Isadora - Top Model Autista
Além de bela, simpática e muito delicada, Isadora
é essencialmente especial.
Olhando assim, nem dá pra imaginar, mas ela é autista. Sim, ela é uma modelo autista. A primeira modelo autista do Brasil/ É a inclusão social no mundo fashion.
Isadora é bailarina, modelo e uma ótima aluna.
Isadora é bailarina, modelo e uma ótima aluna.
E isso só prova o quanto ela é capaz!
sábado, 5 de janeiro de 2013
Revista Veja e o artigo de Lya Luft
TODO O LUGAR QUE NÃO PUDER RECEBER OS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS, TODAS AS PESSOAS QUE NÃO SÃO CAPAZES ACEITAR AS DIFERENÇAS: SÃO DEFICIENTES.
A sociedade é mista, o local que não se adaptar às necessidades está deficiente, quem não aceita as diferenças como parte dela é deficiente. Na minha opinião, essa é a maior deficiência que existe e a mais urgente a ser trabalhada!
A sociedade é mista, o local que não se adaptar às necessidades está deficiente, quem não aceita as diferenças como parte dela é deficiente. Na minha opinião, essa é a maior deficiência que existe e a mais urgente a ser trabalhada!
A nossa sociedade é composta de uma infinidade de diferenças, não somos iguais e não existe um mundo "separado" para a minoria, são parte integrante dela.
Lya Luft, em seu artigo publicado na revista Veja de 31/12/12, diz que as crianças "especiais"incluídas nas escolas regulares, atrapalham as "normais". Porém, a educação como um direito de todos, não é perturbada por este ou por aquele, ela terá de atender a todas as necessidades.
Uma boa escola consiste em despertar cada vez mais essa curiosidade de conhecer, de ir em buscas de respostas, pesquisar, debater, perguntar, criar... E, preparar uma criança para o mundo também consiste em saber conviver, respeitar o próximo, ser solidário, conhecer as limitações, VIVER EM SOCIEDADE.
Lamentável que revista como a Veja não acompanhe essa evolução e ainda ajude a propagar pensamento que aumentem o preconceito.Leia mais:
Veja a ignorância
Quando o preconceito rege o pensamento
A intolerância elitista de Lya Luft
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Irmãos Especiais (meus filhos)
Minha filha Jéssica é um dos maiores amores que tenho nesta vida! Costumo dizer para ela que seu abraço cura! É por causa de sua meiguice e ternura!
As pessoas sempre me diziam para poupá-la de tudo em relação ao irmão, que demonstrava-se a cada dia mais "diferente" das outras crianças. Não sabia o que explicar, pois na época também não tinha respostas...
Mas um dia eu soube, que diante de sua realidade, a verdade seria menos dolorida do que a mentira e que mesmo tão pequena, era capaz de compreender o inexplicável simplesmente pela sua grande capacidade de amar!
Um dia lhe encontrei chorando e logo perguntei o que estava acontecendo. Então, ela disse:
_ Mãe, você lembra quando Ângelo estava na sua barriga e você disse que ele nasceria pequenino para mim ensinar tudo o que eu sabia? .... Acho que não consegui.
_ Jéssica, não é culpa sua. Na verdade Deus mandou ele "diferente"para nós e ele não vai ser igual as outras crianças.
_ Ele vai falar?
_ Eu não sei.
_ Ainda posso ensiná-lo?
_ Tudo o que a gente quiser que ele aprenda vai ser ensinado com muito esmero, com muita paciência.
A única coisa que posso te garantir, é que seremos muito unidos e teremos sempre muito amor um pelo outro.
_ Mãe, eu o amo muito! Quero ajudá-lo!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
ABC Palavras, aplicativo infantil em Português - Brasil
Este é o novo aplicativo que adicionamos no Ipad e tivemos excelentes resultados!
O Interessante, é que ele separa as vogais de um lado e as consoantes de outro, assim podemos trabalhar este conceito junto com a formação de palavras.
O Interessante, é que ele separa as vogais de um lado e as consoantes de outro, assim podemos trabalhar este conceito junto com a formação de palavras.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Mais que diagnósticos: SERES HUMANOS!
Um diagnóstico não define quem você é e muito menos até onde pode alcançar!
Desejamos que todos tenham a oportunidade de definir suas próprias "etiquetas".
Desejamos que todos tenham a oportunidade de definir suas próprias "etiquetas".
Músico Autista, vai brilhar na Copa do Mundo
"Eu tive um sonho com a banda quando eu tinha 18 anos. Eu estava conversando com um dos membros da banda e eu disse "uau, isso é música agradável você está jogando, o que é o nome da sua banda?" "DRS eles disseram". "O que isso significa?" "Oh, eu não sei", responderam eles.
Dean Rodney, 23, é o cérebro por trás do projeto Dean Cantores Rodney.
Em 2009, ele escreveu uma canção chamada Dean Rodney Cantores MIMI A música expressa a sua visão de uma banda global feita de 72 artistas com e sem deficiência trabalhando juntos.
Desde então, sua visão se expandiu e ele criou um mundo de fantasia toda feita de personagens únicos e criaturas que vivem em sete dimensões. É este mundo que a banda vai trazer para a vida através da música, dança, cinema e vídeo.
Dean tem uma visão interessante sobre o mundo, que é informado pelo seu autismo.
Este projeto torna possível para Dean para compartilhar a sua maneira de ver o mundo.
Ele quer convidar as pessoas e verifique se eles têm diversão.
Dean é o homem rapper, co-compositor e diante da polícia Peixe. Mistura de rap, funk e punk eles criaram um som único, com um toque urbano.
Rap desde a idade de 12, a música é uma paixão de Dean.
Suas preferências são ecléticas, ele cita Will Smith, Kraftwerk e Daft Punk como principais influências musicais.
Dean tem uma imaginação fértil e suas idéias formam a base das músicas do grupo. Ele também é um grande fã de fast food, videogames e desenhos animados, ele nomeou o grupo depois de um de seus favoritos, The Police Peixe.
Another key influence on Dean is his love for Japan. Outra influência importante sobre Dean é o seu amor para o Japão. Ele ama tudo japonês, incluindo os alimentos, filmes e desenhos animados manga. Sua paixão pela cultura ressoa por muitas das canções do grupo. Dean é também um auto confessou internet geek e quando ele não está criando música, ele está a aproximar-se no Facebook, verificando filmes e vídeos no YouTube, assistindo artes marciais ou a criação de seus próprios filmes em seu computador tablet.
Link: http://deanrodneysingers.com/dean
Depois de vencer ceticismo de professores da Educação Básica, Rodrigo Brasil que tem autismo, se formou em Letras e hoje faz pós-graduação em Estudos de Tradução
Professor de matemática, Mendes costumava dar aulas particulares em casa. Algumas vezes, com o filho Rodrigo, de pouco mais de dois anos, sentado no colo. Foi no aconchego paterno que se revelaram os primeiros sintomas. O menino passou mal, teve uma convulsão. Era o primeiro sinal do diagnóstico, que viria só anos depois, de uma síndrome de nome complicado: autismo do subtipo Asperger.
Rodrigo Bertschinger Brasil, agora com 25 anos, nasceu rodeado por professores. A avó, Maria da Glória Brasil, dava aulas de biologia, o pai, Eumendes Brasil, conhecido como Mendes, é professor de matemática, e a mãe, Rejane Beatriz Bertschinger Brasil, também.
Acostumado a observar seus alunos com atenção, Mendes estranhava detalhes no desenvolvimento do filho. O ato de engatinhar e os primeiros passos vieram depois de outras crianças da mesma idade. O bê-a-bá também demorou a sair.
Diante de uma imensidão de prognósticos confusos de especialistas, a avó Maria da Glória agiu por conta própria. Resolveu testar a atenção do menino do jeito que podia. Começou mostrando rótulos de bolacha e de café na cozinha. Lia as palavras para ele e, depois, separava as sílabas. Aos cinco anos, o teste deu resultado: Rodrigo começou a ler.
— Teu filho está lendo — contou a avó.
— Não brinca comigo — espantou-se a mãe.
Maria da Glória colocou um livro de biologia nas mãos do menino. Da voz fina de criança, foi possível ouvir informações sobre a estrutura dos protozoários.
Dificuldades motoras ainda o impossibilitavam de segurar com firmeza o lápis para escrever. O diagnóstico era nebuloso e havia apenas a recomendação de estimulá-lo o máximo possível.
Entre idas e vindas, a família chegou a ouvir que deveria matricular Rodrigo em uma escola especial. Acostumados à sala de aula, Mendes e Rejane foram contra. Começaram ali a enfrentar uma odisseia para que o filho tivesse o direito de estudar. No primeiro colégio, tradicional, o engajamento das professoras para que o menino se sentisse parte das turmas e para que os conteúdos fossem adaptados ao ritmo dele foram responsáveis por duas grandes conquistas. É dessa época que vieram a maior parte dos amigos. Em uma avaliação de inglês na 5ª série, uma surpresa:
- Eu nem sabia que levava jeito para a coisa. Mas aí fiz o teste e fiquei entre os mais avançados — conta Rodrigo, que hoje faz pós-graduação em Estudos de Tradução na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Os anos seguintes comprovaram que o baixo rendimento nas demais disciplinas era compensado pela facilidade na língua inglesa. O Asperger, subtipo do autismo de Rodrigo, preserva a inteligência e, muitas vezes, faz com que a pessoa tenha uma enorme habilidade em alguma área do conhecimento.
Nesses casos, a dificuldade maior não é cognitiva, mas nas relações sociais. Como muitos guris, a paixão de Rodrigo por videogames e cinema o ajudou a aperfeiçoar os conhecimentos e ganhar vocabulário. Então o Ensino Fundamental acabou, e era preciso buscar outra escola em inglês.
Rejane fez um pente fino nas instituições da Capital. Uma era longe demais, a outra não aceitaria o menino e uma terceira exigia um teste de nivelamento. Em uma delas, chegou a ouvir que ali ele seria o melhor. Rejane queria ver o filho feliz, não almejava uma posição entre os melhores. Então desistiu da instituição.
Depois de muita procura, o casal encontrou um colégio. Já na primeira reunião, o pai estremeceu ao ouvir o discurso do professor de física, engajado em aprovar o maior número de alunos no vestibular.
— Ele falava como o Rambo: quem não estiver pronto, tá fora — lembra Mendes.
Para os novos padrões, Rodrigo não estava pronto. Acabou reprovado no 1º ano do Ensino Médio. Veio mais uma escola, desta vez inclusiva, e o adolescente terminou a Educação Básica.
O desafio de Mendes e Rejane recomeçou. Agora, em busca de uma universidade que lapidasse as habilidades de Rodrigo em inglês. O garoto chegou a prestar o vestibular da UFRGS, alcançou uma média satisfatória, mas não foi chamado. Então os pais chegaram ao Centro Universitário Metodista do IPA depois de ouvir falar que a instituição estava aberta à inclusão.
O primeiro semestre na licenciatura em Letras foi desafiador — para Rodrigo, para seus pais e para a faculdade. O foco na formação de professores e o desejo do garoto de ser tradutor tornaram-se um impasse. Depois de inúmeras reuniões, com a ajuda de uma psicopedagoga contratada pelos pais, chegaram a um modelo viável. Anos depois, o menino que recebeu indicações para ingressar em uma escola especial vestia toga e sorria na foto da formatura.
Rodrigo gosta de traduzir porque entende que, assim, ajuda quem não domina o inglês. Gosta de ser útil para os outros:
— Eu quero ser um tradutor, acho que é algo que eu consigo fazer bem. É um plano para o futuro, acho que vai dar certo. Como diz meu pai, e sem correr o risco de plagiá-lo: o importante não é tentar tirar a nota máxima, é só fazer o melhor para conseguir passar de forma satisfatória.
Ele tem aulas semanais na PUCRS e tem vencido cada módulo da pós-graduação. Na rotina, ainda há sessões na fonoaudióloga, na terapeuta ocupacional e aulas de taekwondo. O tempo que sobra é dividido entre videogames, cinema, internet e livros. Mas, cinema, apenas com pipoca:
— Para mim, Deus criou as pipocas para serem comidas com o filme.
A preferência é por filmes de ação e de luta. Mas faz questão de alertar que é uma pessoa pacífica. Nos videogames, gosta dos jogos que invertem a lógica e não têm "game over". Nesses, o que seria o fim da disputa é o momento em que os poderes aumentam. Fora das telas, Rodrigo tem, mesmo sem perceber, invertido a lógica imposta a muitos autistas.
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