quinta-feira, 24 de julho de 2014

Atividade no Espelho

O espelho é muito importante para a criança reconhecer-se como indivíduo único (sua imagem) e diferente dos demais.
Por um longo período, utilizei este recurso para estimular meu filho (TEA). Nossa preferência sempre foi  realizar atividades diante do espelho, pois além do auto-reconhecimento (reflexo), o oportunizava visualizar-se concretizando as atividades. Era através do espelho que mantínhamos o maior número de contato visual.
Em 2010, escrevi um texto sobre estimular a criança diante do espelho. Mas neste caso, o espelho torna-se parte do material didático para montar quebra-cabeça, palavras e instigar a criança na criação de desenhos.

DESENHOS COM SPRAY DE ESPUMA:
Além de ser uma atividade sensorial, é possível explorar a criatividade desenhando imagens, letras e números.  Podemos instigar a criança em passar o dedo por cima, percebendo que seu dedo também modifica a imagem. Também é possível fixar letras/números/imagens grandes em EVA e ajudar a criança (se ela precisar) contornar utilizando o spray.


QUEBRA-CABEÇA EM EVA:
Podemos confeccionar as imagens em EVA de acordo com interesse e grau de dificuldade que a criança apresenta e necessita ser trabalhada, fixando-as no espelho utilizando gel de cabelo. Além de ser uma atividade sensorial, podemos trabalhar conceitos de partes e inteiro, montar palavras e até mesmo frases, organizar o alfabeto e os números, além de montar cálculos.


DESENHOS COM TINTA:
É possível explorar a criatividade, aprender as cores e suas misturas, utilizando o dedo ou o pincel no espelho, para que a criança posso perceber que sua ação modifica sua obra e sinta-se motivada a criar. Sabemos que algumas pessoas com autismo enfrenta prejuízos no uso da imaginação, podendo adaptar a atividade com os desenhos em EVA para criança contornar até desenvolver sua independência para desenhar.



Quando ele disse " mamã" ...

Nunca deixei de acreditar no meu filho. Nem mesmo nas épocas difíceis, quando ouvia só negativas sobre seu prognóstico.
Às vezes sonhava que o ouvia falar e ficava o desejo em não querer acordar para ouvi-lo um pouquinho mais...
Levaram-se 8 anos... Ou melhor, o tempo que levou não importa e sim que um dia, enquanto brincávamos na gangorra o ouvi falar "mamã" . Foi como ouvir a melodia mais linda de todos os tempos...
Por isso, devemos sempre ser os primeiros a acreditar no potencial das nossas crianças: pais, professores e terapeutas.

video

segunda-feira, 21 de julho de 2014

" Cordas" o melhor filme de animação















Cordas, ganhou o Prémio Goya 2014, na categoria de Melhor Curta Metragem de Animação espanhol.

É a história de uma menina doce que vive num orfanato, e que criou uma ligação muito especial com um novo colega de classe que sofre de paralisia cerebral. 10 minutos de pura emoção! Que seja o filme mais visto pelos nossos filhos.  

Lâmpada que troca de cor


Em ambiente de pouca luz, no teto ou no abajur, a diversão é garantida com a lâmpada que troca de cor automaticamente ou utilizando as funções do controle remoto.
Esta experiência desperta a curiosidade e estimula a aprendizagem das cores.
Podemos explorar de várias formas, de acordo com as características particulares da criança que será trabalhada, desde a oportunidade dela mesma selecionar a cor que iluminará o ambiente até a associações com objetos ou cartões que correspondem a cor solicitada.
Por utilizar a tecnologia LED ela tem um baixo consumo de energia e não "queima" como lampadas normais. Possui as opções de troca automática de cores (por tempo) ou elas podem ser trocadas acionando o botão correspondente a cor no controle remoto.

domingo, 20 de julho de 2014

20 de Julho - Dia do Amigo!


sábado, 19 de julho de 2014

Cobrador monta biblioteca dentro de ônibus e empresta livros para passageiros

O interesse pela leitura do cobrador de ônibus Antônio da Conceição Ferreira, de 42 anos, começou em sua cidade natal Santa Luzia do Tide, no Maranhão. Desde pequeno, gostava de ler os jornais e folhetos que o pai levava para casa como embrulho de objetos. Morador de Sobradinho II (DF), há 11 anos ele transformou o gosto pela literatura no projeto Cultura no Ônibus, que empresta livros para passageiros da linha em que trabalha.
—Dentro do ônibus não há atrativos para os passageiros, então vejo o livro forma de distração e de adquirir cultura.
Ele diz que começou o projeto com uma caixa de papelão em que guardava os livros no ônibus, assim que ele começou a trabalhar na linha circular de Sobradinho II e Plano Piloto em 2003. Hoje, o cobrador monta uma estante com cerca de 15 livros assim que começa o expediente no coletivo.
No começo, Antônio anotava o nome e dados dos passageiros que pegavam os livros emprestados. Agora ele diz que não se importa mais com a devolução dos volumes.
— Hoje é livre, os leitores podem ficar totalmente à vontade para pegar os livros. A ideia é que os livros passem de mão em mão. Mas o passageiro de todos os dias sempre devolve.
Antonio sonha em ampliar o projeto para todos os ônibus do DF.
— Aí quem pegar o livro em um coletivo em Ceilândia, poderá devolver em outro ônibus no Guará. Vejo o coletivo como uma grande biblioteca.
Entre os volumes mais procurados, segundo o cobrador, estão os livros de contos, crônicas, romances e autoajuda. O acervo do cobrador é formado por doações de passageiros e de internautas que acessam o blog do projeto. Em casa ele já reúne um acervo com cerca de oito mil títulos, entre livros, revistas e cordéis.
Estudante do segundo ano do Ensino Médio, o maranhense diz que já tinha lido vários autores, mas o primeiro livro que teve prazer de ler foi o romance Capitães de Areia, de Jorge Amado.
— Nenhum outro havia me feito sorrir. A literatura dele é bem distrativa.
Além do autor baiano, os escritores Clarice Lispector, Carlos Drummond Andrade, Luiz Fernando Veríssimo, Rubem Fonseca e Dalton Trevisan.
— Atualmente eu tenho procurado mais a literatura contemporânea, porque é atual .


terça-feira, 15 de julho de 2014

15 de Julho - Dia do Homem


13 de Julho - Dia Mundial do TDAH


quinta-feira, 10 de julho de 2014

A primeira birra a gente nunca esquece!


Particularmente não esqueci a primeira birra que meu filho fez em público. Pode ser porque a situação veio somada a uma experiência de preconceito ou porque precisei enfrentar as pessoas para defender a condição dele pela primeira vez.
Sempre frequentei tudo com o Ângelo. Ele ama sair de casa! Mas nesta ocasião, ele se desorganizou e eu não sabia como proceder...
Depois de muitos dias doente, assim que ele melhorou fomos fazer um passeio em família em um parque aquático. As crianças se divertiram muito, foi especial.
No fim do dia, vendo-os faminto, fomos a um restaurante e talvez pelo cansaço ou sei lá porquê, ele começou a chorar e gritar. Ele tinha 3 anos e não permitia que o sentasse em uma cadeira, não aceitava meu colo, se debatia a todo instante enquanto tentava o alentar.
O restaurante não estava cheio, mas uma mulher chamou a gerente pedindo que nos retirássemos porque o choro estava a incomodando. Imediatamente falei que não iria fazer isto, pois  meu filho tem autismo e iríamos terminar nosso jantar.  A gerente levou a situação para a mulher que reclamava e ouvi em tom alto: " Essa mulher só pode ser louca de trazer esse tipo de criança aqui!!!" Assim que a gerente chegou na nossa mesa, antes que pronunciasse qualquer palavra, lhe falei que isso era  crime de preconceito e um caso de ser chamado a polícia! Falei em tom alto também.
A mulher que reclamava cancelou seu pedido e eu a encarei até sair dizendo-lhe que preconceito é crime!
Quando voltávamos para casa, olhei para o banco de trás e vi minha filha abraçada no irmão enquanto escorria suas lágrimas... Percebi o desafio que se iniciava diante das diferenças, mas que jamais poderíamos recuar diante de uma atitude de preconceito. Naquele momento, jurei a mim mesma que faria tudo que estivesse ao meu alcance para favorecer a inclusão.

Prepare sua tinta em casa!