domingo, 1 de março de 2015

Como o autismo me libertou para ser eu mesma



"As pessoas têm tanto medo da diversidade que tentam encaixar tudo em caixinhas com um rótulo específico", diz Rosie King, de 16 anos, que é atrevida, impetuosa e autista. Ela quer saber: Porque é que toda a gente se preocupa em ser normal? Ela soa como um toque de clarim para que todas as crianças, pais, professores e pessoas festejem o extraordinário. É um testemunho impetuoso do potencial da diversidade humana. 


ASSISTA O DEPOIMENTO AQUI:   

Adaptações e modificações para promover a aprendizagem no contexto inclusivo - Autismo & Vida

Que honra poder estar na palestras destas mães que são símbolo de força, conhecimento e solidadriedade.
Cheguei em casa fortalecida e motivada!


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Trechos do livro de John Elder Robison, “Olhe nos meu olhos – Minha vida com a Síndrome de Asperger”


Olhe nos meus olhos

“ ‘Olhe nos meus olhos, rapaz!’ Não posso dizer quantas vezes ouvi essa frase agressiva e dolorosa. ‘Olhe para mim quando estou falando com você!’ Eu me contorceria e continuaria a olhar para o chão... eu daria uma rápida espiada em sua face hostil, me contorceria ainda mais, desconfortável naquela situação e incapaz de concatenar as palavras, e rapidamente desviaria o olhar... Todo mundo achava que entendia meu comportamento. Era simples: eu não era boa coisa. ‘Ninguém confia num cara que não olha você nos olhos...’ Eu não conseguia entender porque... era tão importante olhar nos olhos dos outros. A vergonha me dominava, porque eu sabia o que as pessoas esperavam que eu fizesse e, mesmo assim, eu não fazia. O que havia de errado comigo... Quando estou conversando com alguém, estímulos visuais podem distrair a minha atenção. Na infância, se eu visse alguma coisa curiosa, parava completamente de falar e ficava observando o que me interessava. Hoje em dia, eu não interrompo a conversa totalmente, mas posso fazer longas pausas entre as frases. Por isso, procuro focar meus olhos em algo neutro, como o horizonte ou o chão. Então, para mim e outros portadores de Asperger, é perfeitamente normal conversar sem encarar o interlocutor... A Síndrome de Asperger existe de maneira continuada – algumas pessoas apresentam os sintomas em tal grau que a sua capacidade para viver sozinha na sociedade fica gravemente comprometida. Outros, como eu, são afetados levemente, o suficiente para que possam levar a vida à sua própria maneira, depois de uma certa adaptação... Asperger é algo com o qual você nasce... Meus pais percebiam que eu era diferente das outras crianças. Eu andava de um jeito mecânico, robótico, desajeitado. Minhas expressões faciais eram rígidas, raramente sorria e não conseguia interagir com os outros... E quando o fazia, era em geral de uma maneira complicada. Na maioria da vezes, ficava sozinho em meu pequeno mundo, separado de meus colegas, totalmente absorvido com uma pilha de varetas e Legos. Além disso, nunca ficava quieto: pulava, saltava e rolava no chão. Mas, mesmo com toda essa movimentação, eu não conseguia agarrar uma bola ou fazer nada atlético... Crescer foi um solitário e doloroso caminho... A Síndrome de Asperger não é uma doença, é uma maneira de ser. Não há nenhuma cura, nem é preciso. Há, no entanto, a necessidade de conhecimento e de adaptação por parte das crianças com Asperger, de suas famílias e de seus amigos... Levou bastante tempo... para saber quem eu sou... Orgulho-me de ser um Asperger.”

Bombeiros surpreendem criança autista após ninguém da escola aparecer em seu aniversário

Menino estava decepcionado por não ter nenhum amigo em sua comemoração de 6 anos — mas acabou ganhando uma festa muito especial
Após nenhum dos colegas de classe de um menino autista aparecer para sua festa de aniversário, a comunidade local e policiais da região se uniram para tornar aqueledia inesquecível para a criança. Ashlee Buratti, do Condado de Osceola, na Flórida (EUA), tinha convidado 16 amigos de seu filho Glenn para a comemorar o sexto ano do garoto.
Quando ninguém apareceu, ele ficou devastado, segundo a mãe. “Desde a hora em que acordou naquele dia, queria saber quantos minutos faltavam até que seus amigos viessem”, revelou ao jornal local Osceola News-Gazette. Ela diz que os olhos de Glenn se encheram de lágrimas quando soube que ninguém iria.
A mãe do garoto expressou sua frustração na página “Osceola Rants, Raves and Reviews List”, voltada aos moradores da região, com mais de 10 mil membros. “Sei que isso pode ser algo bobo para reclamar, mas meu coração está partido por causa do meu filho”, escreveu.
Quando outros membros do grupo viram a publicação, começaram a enviar mensagens perguntando se podiam levar seus próprios filhos para a festa de Glenn. O texto chegou aos ouvidos do gabinete de polícia de Osceola, que pediu o endereço da família e disse que um helicóptero iria voar sobre a casa — o veículo chegou em uma hora, voando baixo para que Glenn pudesse acenar para o piloto.
O menino, que ama policiais e bombeiros, ficou impressinado quando os profissionais começaram a chegar em sua festa. Embora seja um garoto tímido, sua mãe disse brincou com os novos amigos como se os conhecesse a muito tempo. No total, 15 crianças e 25 adultos apareceram para dar presentes, comemorar e comer o bolo.
O pai de Glenn, John Buratti, também se comoveu com o gesto da comunidade. Ele postou as fotos do evento no Facebook e agradeceu a todos os envolvidos. “Ele se divertiu muito! Tenho certeza de que os vizinhos estavam espiando pela janela. Algo tão incrível para nós vindo de nossos lutadores locais da lei e do fogo”, publicou.

Tudo o que você queria saber sobre autismo e Fábio Porchat não teve vergonha de perguntar

Você sabe o que é autismo? A Wikipedia diz: “o autismo é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo”. Ah, bacana, mas o que isso significa? Essa foi a mesma dúvida de Fábio Porchat que, em vez de ignorar o tema, conversou com um garoto autista de 16 anos, Nicolas, para não ficar dando bola fora sobre o assunto.




Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down

Histórias de superação mostram que é possível conviver muito bem com a alteração genética

 Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos.

"Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down", afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). No Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas.
  

Confira os sete mitos aqui e abandone-os:

http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/14912-abandone-sete-mitos-sobre-a-sindrome-de-down

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Cartilha sobre as Deficiências




Queridos amigos, a Coordenadoria da Acessibilidade de Caxias do Sul fará uma cartilha conscientizando sobre todas as deficiências. Achei fantástica esta iniciativa e participei com uma breve contribuição, a qual venho compartilhar com vocês.
Meu maior desejo é que as crianças que apresentam características da síndrome recebam o tratamento adequado o quanto antes.


1- O que é Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio do comportamento caracterizado por uma alteração na comunicação social e por comportamentos repetitivos e estereotipados.
Existem vários graus de comprometimento do espectro e isso significa que a síndrome afeta de forma diferente indivíduos com as mesmas dificuldades.
É muito comum pessoas com TEA apresentarem desorganização no processamento sensorial, apresentando hipossensibilidade ou hipersensibilidade aos estímulos do ambiente.
O autismo não tem cura e a maioria  das pessoas com autismo precisará de apoio especializado pelo resto da vida.


2- Alguns sinais do TEA:

- Atraso ou ausência da linguagem: usam as pessoas para conseguir o que desejam guiando-as pela mão;
- Não imita;
- Não aponta;
- Não compartilha conquistas;
- Dificuldade em manter contato visual;
- Parece não ouvir quando chamado;
- Dificuldade com brincadeiras de faz de conta e uso da imaginação;
- Maneirismos motores repetitivos e estereotipados: sacudir as mãos, pular, balanceio do corpo, mexer os dedos na frente dos olhos, girar objetos;
- Dificuldade em se relacionar com outras pessoas;
- Interesses restritos: mania de colecionar, dominar determinado assunto ou apego incomum a determinados objetos (por exemplo, o ventilador);
- Dificuldade de iniciar ou manter uma conversa; 
- Interesse por parte de objetos: interessam-se apenas pela rodinha do carrinho ou a portinha que abre e fecha; 
- Dificuldade com regras sociais e intolerância à frustração;

3- Diagnóstico:

Como é feito?
Não existe exame que detecte o autismo, apenas que descarte outras patologias que podem trazer comprometimento semelhante. O diagnóstico é feito através de análise de comportamento. Apresentando comprometimentos na comunicação social e comportamento, quando a avaliação médica não aparecer alterações, o indivíduo está dentro do espectro, mesmo que o diagnóstico não seja definitivo.

Quando procurar?
Ao perceber qualquer atraso no desenvolvimento da criança, é preciso saber o que está acontecendo.
O diagnóstico precoce e a intervenção adequada podem levar o indivíduo a uma vida independente ou até mesmo sair do espectro.

No que contribui?
O diagnóstico contribui de forma efetiva para direcionar o tratamento, proporcionando meios para que o indivíduo se desenvolva em suas habilidades e independência. Ele também garante todos os direitos relacionados à pessoa com deficiência.

4- Qual tratamento para o TEA?
O tratamento para o TEA consiste na inclusão social e apoio multiprofissional. O quanto antes a família iniciar a intervenção, maior as chances do indivíduo se desenvolver e atingir uma vida independente.
O autismo não é uma doença, é uma forma de funcionamento.
Não existe remédio para o autismo, tratam-se as comorbidades.

5 - 02 de abril - Dia da Conscientização Mundial do Autismo

O símbolo do autismo é uma fita com quebra-cabeças, que representa a esperança por meio da pesquisa e da conscientização.  As diferentes cores representam a diversidade das famílias que vivem com o TEA e o quebra-cabeça reflete o seu mistério e complexidade.
O autismo é mais comum em meninos do que em meninas, por isso a cor definida como símbolo é a cor azul.

6- Política Nacional  de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
    LEI Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012.

http://pratica-pedagogica.blogspot.com.br/2012/12/vencemos-pls-16811-agora-e-lei.html

domingo, 22 de fevereiro de 2015

33 atividades baratas para estimular a criança em casa




 Esta postagem apresenta 33 atividades baratas para estimular as crianças em casa!
Adorei a publicação e venho compartilhar com vocês!
Vale a pena conmferir!

Clique aqui e conheça todas elas:

https://soparamaes.wordpress.com/2014/05/23/33-atividades-baratas-que-manterao-seus-filhos-ocupados-por-muito-tempo/

10 vídeos sobre o desenvolvimento das crianças

Propiciar o desenvolvimento integral de uma criança, tendo o cuidado de garantir que todas as suas dimensões receberão atenção e estímulo é tarefa árdua. São necessários esforços dos educadores, da família e de todos que convivem com os meninos e meninas. O desafio demanda ainda esforços dos gestores públicos e de pesquisadores.
Para apoiar educadores e familiares que desejam se aprofundar, saber mais da infância e estar mais preparados para estimular os pequenos em seu caminho de aprendizagem, o Centro de Referências de Educação Integral, em parceria com o Instituto Alana e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, selecionou 10 vídeos para melhor compreender essa etapa do desenvolvimento.

CONFIRA AQUI: 

Ainda que muitos a considerem uma heroína, ela explica: “Sou apenas uma mãe”.

Mãe é mãe! Amor inquestionável, sem medidas e incondicional!

“Eu o beijei, disse que o amava e pulei com ele pela janela.” 

Christina Simoes, uma jovem mulher de 23 anos do estado de Massachussetts, ficou paraplégica ao pular da janela do terceiro andar, na tentativa de salvar seu filho de 18 meses das chamas. Ela não poderá voltar a caminhar, mas afirma que não há melhor maneira de dar sentido à sua vida que salvando seu pequeno.
Esta mulher deu vida ao seu filho pela segunda vez.
“Eu o beijei, disse que o amava e pulei com ele pela janela.” Christina sabia o que fazer quando as chamas e a fumaça invadiram sua casa. Ela e seu filho Cameron, de 18 meses, haviam ficado presos quando começou um incêndio no prédio em que moravam. Ela não podia continuar esperando ajuda, e entendeu que a única saída possível era a janela.
Pegou seu filho no colo e pulou de costas. Mais de dez metros de queda, que ela tentou suavizar somente com os pés, para, com os braços, proteger seu filho. O pequeno saiu ileso, mas ela quebrou várias vértebras, e imediatamente perdeu a sensibilidade nas pernas. Arrastou o pequeno fora do alcance dos escombros incendiados que começavam a cair e, pois depois, os dois foram levados ao hospital.
Após uma primeira cirurgia de mais de seis horas, a jovem se estabilizou e começou um longo processo de recuperação e reabilitação, sempre acompanhada do seu filho. Agora, junto a Cameron e seu esposo, ela começa uma nova vida, muito diferente da que levava poucas horas antes do incêndio.
Mas, para ela, tudo isso tem muito sentido: “Eu voltaria a fazer tudo, com certeza. Toda a dor pela qual tenho de passar agora faz sentido ao ver meu filho correr são e salvo”, disse às câmeras de televisão que divulgaram sua história.
Sua família e seus amigos se mobilizaram em busca de fundos para os jovens pais, que não têm nenhum tipo de plano de saúde que cubra os gastos médicos de Christina.
Ainda que muitos a considerem uma heroína, ela explica: “Sou apenas uma mãe”.

(Artigo publicado originalmente por Alfa y Omega)