quarta-feira, 29 de outubro de 2014

29 de Outubro - Dia Nacional do Livro


Força de vontade para falar

Meu filho vive limitações das quais não escolheu, ele tem autismo.
Apesar de estar dentro do espectro autista, o que define ele é a força de vontade para vencer suas limitações.
Verbalizar, é algo difícil e exige até mesmo força física para ele. Pode ser exaustivo. Mas a valentia dele, não o permite desistir.
Sinto tanto orgulho, tanto amor...
Venho compartilhar com vocês, a força de vontade que meu filho tem...

Professora autista, que falava seis idiomas aos 10 anos, desenvolve método de alfabetização


NITERÓI - Aos 4 anos, Gisele Nascimento demonstrava interesse especial nos livros comprados em sebo, próximo ao cais do porto de Niterói, por seu pai, um simples estivador. Sem frequentar escola, foi nesta mesma época que a menina espantou a todos lendo os livros velhos, passatempo do pai durante as idas e vindas do trabalho. Com 5 anos, o universo linguístico do idioma nativo já não era suficiente para suprir os anseios da menina. Curiosa, ela partiu solitária na viagem do conhecimento da língua inglesa. E não parou mais. Autodidata, aos 10 anos, Gisele já dominava seis idiomas: inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, além do português, claro.
Por conta do diagnóstico tardio de autismo, a dificuldade de interação com outras pessoas, o fato de não ter nenhum amigo e os comentários preconceituosos que ouvia fizeram com que ela permanecesse muda durante 12 meses, dos 7 aos 8 anos. Todavia, as dificuldades foram superadas. Hoje, aos 32, Gisele é formada em pedagogia, psicologia, sociologia, com especialização em segurança pública. Atualmente, sua principal paixão é dar aulas para crianças e adultos com necessidades especiais.
— Passei em dois concursos para dar aulas na rede municipal de ensino de Itaboraí, o último em 2011. Inicialmente, alfabetizei crianças das classes regulares durante dois anos. Omiti o fato de ser autista para evitar o preconceito — revela.

TÉCNICA ESPECIAL PARA ALFABETIZAÇÃO
Casada e com dois filhos — uma adotiva, hoje com 20 anos, e um bebê de 6 meses — Gisele leva uma vida dita normal, só toma medicação para controle da atividade motora. A jovem conta, em tom de brincadeira, que é muito estabanada. O grau leve do transtorno não a impediu de desenvolver uma técnica eficiente de alfabetização, que serve tanto para pessoas com necessidades especiais quanto as outras. Mérito este que a fez ser convidada para participar do primeiro curso de formação de professores da Clínica-Escola do Autista, em Itaboraí, primeiro local público do país a oferecer atendimento multidisciplinar gratuito para autistas.
— Em casos de autismo de grau leve, finalizo o processo de alfabetização em seis meses. Eles aprendem, por exemplo, por métodos específicos, são extremamente visuais. Precisam de tempo para ver a imagem e associá-la à palavra, tanto escrita quanto ao fonema. É preciso brincar, lidar de forma lúdica. Além disso, as recompensas têm papel fundamental no reforço do aprendizado. Premiar pequenas vitórias com peças de brinquedos, fichas e doces as mantêm estimuladas e motivadas por mais tempo.
A professora da Escola Municipal Clara Pereira é responsável por uma turma mista de alunos com idades entre 9 e 27 anos, que têm transtornos diversos: autismo, Síndrome de Down, deficiência intelectual e superdotação. E dá conta de todos os seis estudantes praticamente sozinha. Conta apenas com uma assistente para acompanhar alunos com grau severo de autismo, que têm maior dificuldade e apresentam comportamento agitado.


FONTE AQUI!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ângelo (TEA) contando história

Ângelo tem autismo, mas o que define ele é a força de vontade de superar suas limitações.
No vídeo, ele "lê" o livro da escola para o pai. Sentimos muito orgulho dele! É impossível não lutar para que alcance tudo o que puder e desejar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Feliz Dia do Professor!

O Professor é um profissional de extremo valor!
Ele age de forma direta na sociedade, contribuindo para o desenvolvimento do indivíduo como um todo.
Mas, quando temos um filho que enfrenta limitações, o professor é peça determinante nesta caminhada! É das mãos da mãe, para as mãos do professor que nossas crianças recebem  a oportunidade de serem incluídas, acolhidas e respeitadas como são. É tarefa muito além do conteúdo de aprendizado.
É impossível não homenagear e não reconhecer tamanha importância!
Talvez palavras não descrevam nossa eterna gratidão!
Feliz Dia dos professor!!!
Obrigada a todos professores que fazem parte da nossa história!


domingo, 12 de outubro de 2014

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

Feliz é aquele que sabe
Interpretar o olhar
E o sorriso da criança,
Quem com ela é paciente
Quem valoriza o seu mundo
E a preserva do mal,
Fazendo com que ela possa
Vivenciar sua infância
Desfrutar de seu espaço
E ser simplesmente criança!

Autora: Lourdes Neves Cúrcio

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Descoberta causa genética do autismo

Saiu na Nature, então deve ser verdade (NÃO, pare Silmar, esse é um assunto sério). O resultado do estudo foi publicado por Pelagia Deriziotis e seus colegas do Instituto Max Planck para Psicolinguística de Nijimegen e revela que as mutações espontâneas no gene TBR1 do cérebro desencadeia a codificação da proteína em crianças com autismo grave. Além disso, há uma ligação direta entre TBR1 e FOXP2, uma proteína já conhecida relacionada com linguagem.
Autismo é uma desordem no desenvolvimento do cérebro que leva as pessoas afetadas a terem dificuldades de interação social e comunicação. Essas desordens são causadas por mutações genéticas, que podem mudar o formato das proteínas e impedir que elas realizem sua função adequadamente. Em algumas pessoas com autismo, variações genéticas herdadas podem representar fator de risco, mas as pesquisas mais recentes mostraram que os casos mais severos são resultado de mutações que ocorrem no espermatozoide ou no óvulo, pois estas mutações foram encontradas na criança, mas não nos seus pais. Este tipo de mutação é chamada de “de novo” (está em latim).
Então, o que os cientistas fizeram foi sequenciar o genoma de centenas de crianças com autismo grave e conseguiram chegar a uma amostra muito significativa de genes com essas alterações em muitas delas, sendo que o mais promissor é justamente o gene TBR1, que é extremamente importante no desenvolvimento do cérebro.
No estudo conduzido por Deriziotis eles examinaram como essas mutações afetavam o funcionamento da proteína em testes in-vitro. A conclusão foi de que as mutações “de novo” tem efeitos muito mais dramáticos sobre a função da proteína TBR1 do que as mutações herdadas dos pais.
Como o cérebro humano depende de muitos genes e proteínas trabalhando juntos, os pesquisadores agora querem identificar quais proteínas interagem com a TBR1. Nessa busca, eles já descobriram que ela interage com a FOXP2, uma importante proteína relacionada com dificuldades de fala e linguagem e que mutações patogênicas em qualquer uma dessas proteínas pode impedir que elas funcionem como deveriam.
O que eles esperam agora é desenvolver um modelo que possa ser usado para identificar as ligações entre todas estas proteínas e genes, para futuramente poder desenvolver medicamentos que ajudem no controle dos sintomas ou, num futuro ainda mais distante, terapias genéticas.

domingo, 21 de setembro de 2014

21 de Setembro - Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Hoje dia 21 de setembro comemora-se o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, e minha luta é para que esses direitos sejam respeitados todos os dias, que sejam incluídos de verdade em todos os lugares. Isso sim é direitos de todos, Inclusão de verdade na sociedade e não aceitações!!! Luto e lutarei infinitamente para valer todos esses direitos. #AmeIncluirvocêtambém 
(Texto de Lucelia Fontoura)


sábado, 20 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Conversando sobre o Autismo