quarta-feira, 20 de maio de 2015

20 de Maio - Dia do Pedagogo


Marca cria bonecas com deficiências físicas para promover a inclusão

Como ensinar crianças a aceitarem a tentarem entender deficiências físicas e marcas de nascença quando a maioria das bonecas, brinquedos e desenhos animados não mostra isso em seus personagens? Instigada por uma campanha na internet, a marca britânica Makies, que vende bonecas feitas em impressora 3D, anunciou uma série de acessórios como bengalas, aparelhos auditivos, óculos e marcas, que podem ser adquiridos com a boneca ou separadamente.
Após o anúncio, a marca recebeu diversas solicitações de acessórios, como uma cadeira de rodas, o próximo item a ser lançado. A campanha #ToyLikeMe ganhou grande repercussão nas redes sociais, com mais e pais pedindo mais diversidade nos brinquedos e bonecas. Afinal, como a gente bem sabe, a diversidade das pessoas vai muito além do corpo branco e perfeito das Barbies.

 

domingo, 10 de maio de 2015

Feliz Dia das Mães!!!

Minha mãe sempre foi um grande exemplo de amor, perdão e dedicação aos seus filhos. Sempre os amou de forma incondicional.
Quando me tornei mãe, entendi exatamente o que ela sentia. É um amor que nos faz querer transformar o mundo! Desejar acabar com toda violência, perigo e maldade para que nossos filhos, junto com os filhos de outras mulheres cresçam felizes e seguros.
Infelizmente não conseguimos mudar o mundo, embora lutamos muito todos os dias para isso. Então, não abrimos mão da nossa parte em criar filhos bons, honestos, justos, que contribuam para a sociedade e saibam se proteger. Se algum deles tentar se desviar, lutamos para resgatar.
Lutamos para que neste mundo desigual, onde as pessoas tiram vantagem uma das outras, sem medir o que passará por cima, os mais fortes protejam os indefesos. 
Queremos ver nossos filhos fortes e lutaremos para atingir o máximo que podem! Mas, se algum deles não conseguir, lutaremos para formar uma muralha de pessoas verdadeiramente humanas para cercá-lo e protegê-lo.
O amor de mãe luta arduamente pelo amor ao próximo!
 


sábado, 9 de maio de 2015

Menino de 11 anos autista desenha mapa-múndi inteiro na lousa - só usando a memória

Um americano de 11 anos com autismo caminho até a frente de sua sala de aula, em uma escola de Nova York, e surpreendeu os colegas ao desenhar um perfeito mapa-múndi na lousa. Detalhe: foi tudo de memória. A imagem da cena viralizou no fórum Reddit, onde os usuários comentaram sobre as impressionantes fronteiras e traçados que ele desenhou.


Segundo o usuário Bobitis, que publicou a imagem e contou a história, o garoto utilizou uma cadeira para conseguir alcançar a lousa.
"Ele é filho de um dos professores da minha filha. Ele foi até a frente da sala e fez isso hoje", escreveu Bobitis. "Fiquei espantado. Especialmente pelo fato deu ser pai de uma criança com atributos semelhantes. 
A razão de que algumas pessoas com autismo possuem uma memória excepcional é algo ainda não totalmente compreendido pela ciência. 
A ScienceAlert relatou que alguns especialistas acreditam que ela habilidade está relacionada à alterações na amígdala e no hipocampo do cérebro - mas ressaltam que um entendimento melhor sobre o fato está muito distante de ser explicado.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Atividades Inclusivas de Educação Física

Fiquei muito emocionada com a criação de atividades inclusivas da turma de Ed. Física da prof Renata Goulart após conversarmos sobre autismo.
As atividades serão entregues à escola do Ângelo ♥
É nítido a dedicação e o desejo em transformar vidas.
Sinto-me agradecida e venho partilhar este momento com vocês.





sexta-feira, 1 de maio de 2015

Inclusão é direito e não favor!

Adorei esta matéria realizada com uma mãe de Caxias do Sul  sobre o filho com autismo na escola regular na época em que estava em Manaus.
Estamos rompendo a barreira da exclusão, sempre que possível resolvendo as adversidades de forma amigável e humana. Mas quando esta falhar, é preciso lutar das formas cabíveis na lei, porque somos a voz deles e a nossa voz jamais poderá se calar!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

O acompanhante especializado na escola para a pessoa com TEA

Muitas pessoas me perguntam se as escolas regulares, públicas e privadas, são obrigadas a fornecer acompanhante especializado para pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA). E se as escolas, especialmente privadas, podem cobrar mais por este acompanhante especializado.
Pelo parágrafo único do art. 3.º da  Lei 12.764/12 (Lei Berenice Piana) “em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado.”
Embora o inciso IV do art. 2º da Lei, que tratava da diretriz da educação tenha sido vetado, o dispositivo do acompanhante especializado permaneceu e pode ser aplicado.
Mas afinal quando a escola deve fornecer este acompanhante especializado?
De acordo com o dispositivo “em casos de comprovada necessidade”.
Assim, é em todos os casos? Não, só naqueles que houver necessidade e esta estiver comprovada.
Bom, e como se comprova esta necessidade? Entendo que isto pode ser feito por um laudo médico ou até mesmo por um relatório de um pedagogo ou psicopedagogo. Neste laudo ou relatório, deve o médico ou pedagogo dizer os motivos pelos quais há necessidade de disponibilização deste profissional.
Agora, uma questão importante e que já levantava desde a promulgação da lei é quem é este acompanhante especializado? É um cuidador que auxilia nas atividades da vida diária como higiene, locomoção e alimentação? Ou é um mediador, no caso um auxiliar na sala de aula que contribui para facilitar a comunicação e interação social da pessoa com TEA? Sempre entendi que como a lei não esclarecia, poderia ser um ou outro profissional ou até um que exercesse as duas funções, dependendo, claro, da necessidade do aluno.
Ocorre, porém, que no final do ano passado foi publicado o Decreto 8.368/14 que veio regulamentar a Lei 12.764/12. Neste Decreto, que tenho sérias dúvidas se não extrapolou em diversos pontos o poder regulamentar, o parágrafo 2º do art. 3.º dispõe que “caso seja comprovada a necessidade de apoio às atividades de comunicação, interação social, locomoção, alimentação e cuidados pessoais, a instituição de ensino em que a pessoa com transtorno do espectro autista ou com outra deficiência estiver matriculada disponibilizará acompanhante especializado no contexto escolar, nos termos do parágrafo único do art. 3.º da Lei 12.764/12″.
Assim, pelo Decreto o acompanhante especializado é aquele que realiza, em caso de comprovada necessidade, “apoio às atividades de comunicação, interação social, locomoção, alimentação e cuidados pessoais” das pessoa com TEA, ou seja, seria um profissional que exerceria a atividade de cuidador (apoio a locomoção, alimentação e cuidados pessoais) e também de mediador (apoio às atividades de comunicação e interação social).
Mas e se a criança ou adolescente precisar apenas de um mediador ou de um cuidador? Não vejo problema em ser disponibilizado um profissional que exerça apenas parte das funções. Já que sob meu entendimento, a criança ou adolescente com TEA não precisaria necessitar de apoio nas 5 (cinco) atividades descritas para fazer jus ao acompanhante especializado, já que se assim interpretássemos o Decreto acabaríamos por restringir direitos, o que seria ilegal. Dessa forma, bastando necessitar de apoio para uma delas, desde comprovado, o acompanhante deve ser disponibilizado.
Algo importante é que o médico ou pedagogo/psicopedagogo deixe claro no relatório as atividades (entre as elencadas) para as quais a criança ou adolescente com TEA necessita do acompanhante especializado até para que o profissional que exercerá esta função tenha a formação específica.
Bom, superada esta questão, passemos a segunda: a escola pode cobrar a mais para disponibilizar este acompanhante especializado?
Quanto à escola pública não há qualquer dúvida que não pode, já que o serviço é gratuito. Quanto à escola particular, poderia haver alguma discussão. Porém, esta cobrança a parte não é possível, já que cria um obstáculo para inclusão da pessoa com deficiência, levando a uma situação de desigualdade com os demais alunos.
Para orientar que as escolas privadas que não realizem esta cobrança, o Ministério da Educação emitiu a Nota Técnica 24/2013 que dispõe que “as instituições de ensino privadas, submetidas às normas gerais da educação nacional, deverão efetivar a matrícula do estudante com transtorno do espectro autista no ensino regular e garantir o atendimento às necessidades educacionais específicas. O custo desse atendimento integrará a planilha de custos da instituição de ensino, não cabendo o repasse de despesas decorrentes da educação especial à família do estudante ou inserção de cláusula contratual que exima a instituição, em qualquer nível de ensino, dessa obrigação.”
As cobranças pelas escolas privadas tem sido tão comuns e prejudiciais a inclusão das pessoas com deficiência, que há inclusive um projeto de Lei do Senado n.º 45/15, de autoria do Senador Romário (PSB-RJ), que proíbe a cobrança de taxa adicional para alunos com deficiência física, sensorial ou intelectual em escolas. A proposta também estabelece que os pagamentos feitos acima do valor da mensalidade, que não sejam cobrados para todos os alunos, deverão ser ressarcidos. Neste caso, o reembolso deverá ser o dobro do que foi pago em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais. Este projeto encontra-se ainda em tramitação, mas não menciona especificamente o transtorno do espectro do autismo.
Portanto, para resumir podemos dizer o seguinte: a pessoa com TEA tem direito ao acompanhante especializado sempre que tiver comprovada necessidade e não poderá haver cobrança por parte da escola para disponibilização deste profissional.
Artigo escrito por Renata Flores Tibyriçá

Pai flagra e grava filho amarrado em creche em Jacarepaguá, no Rio





Não tenho palavras para explicar a dor  em saber que situações assim ainda acontecem...
Onde está o lado humano das pessoas?




ASSISTA O VÍDEO AQUI!!!

AUTISMO - Apoio, e não pressão!

Apoio, e não pressão!
No autismo temos uma diferença de processamento de informações, que chegam com atraso.

ISTO OCORRE PORQUE A CRIANÇA TEM QUE PROCESSAR CONSCIENTEMENTE O QUE NORMALMENTE VEM DE FORMA INTUITIVA PARA OUTRAS CRIANÇAS.

Devido às diferenças de funcionamento do cérebro, o seu tratamento é diferente e precisa de certas acomodações à altura das nossas expectativas para as necessidades de processamento da criança.
Abaixo estão listadas algumas diretrizes para diminuir as diferenças de processamento de síntese:

1. Dê à criança tempo para processar. Com o processamento mais atrasado, é importante dar à criança pelo menos 10-20 segundos para responder (pode ser mais tempo para algumas crianças). Se você continuar a repetir o aviso antes do processamento ser concluído, a criança tem que começar a processar tudo de novo. Isso é muito frustrante e desgastante.

2. Deixe a criança mostrar seu tempo para esta performance. Não podemos empurrá-la mais rápido do que seu cérebro pode processar. Se o fizermos, acontece o pânico e o autista reage com "luta ou fuga". Vemos isso com muita frequência. Estamos constantemente a tentar acelerar a síntese de crianças, empurrá-las mais rápido do que elas podem processar.

3. Reduza suas palavras! Forneça orientações concretas e muito curtas. Use frases com apenas o ponto principal. Muitas das crianças têm problemas de processamento auditivo. Quanto mais tempo prolongando as frases e maior uso de palavras, maiores as chances da informação ficar confusa e perdida. Só use as palavras importantes, indo direto ao ponto.

4. Use informação visual sempre que possível. Demonstre com imagens o que você quer. Dê instruções visuais! Escreva e faça visualisar as instruções das atividades escolares, em vez de depender de instruções verbais. Palavras são fugazes. Instruções visuais e escritas são mais sólidas e se tornam referência mais facilmente.

5. Quebre as tarefas em partes menores e faça cada etapa seqüencialmente. Se possível, dê uma lista de verificação para marcar cada passo que eles fazem. Não espere que sigam instruções multitarefa! Permita-lhes mais tempo para fazê-lo, mas deixe-os terminar! É importante finalizar uma tarefa antes de ir para outra.

6. Use modelos visuais. Descreva, defina os pontos importantes para que o aluno possa categorizar as informações que lhe é dada. Um esquema simples de destaque da informação é importante para se concentrar, e fornece arquivos mentais para categorizar, organizar e armazenar as informações. Considere o uso de planilhas, esboços, e outros modelos que ajudam a criança a organizar e categorizar informações importantes.

7. Prepare com antecipação. Se possível, antecipe sobre a aprendizagem, para dar um quadro mental do que está sendo apresentado. Muitas das crianças têm dificuldade em classificar e diferenciar a informação relevante da irrelevante. Desta forma, destaca-se as áreas de importância maior para ajudar a direcionar sua atenção, dando um quadro de referência para organizar a informação.

8. Permita que as crianças usem a sua forma preferida de comunicar o que sabem. Muitas crianças tem problemas de escrita. Se este é o caso, deixá-los dar respostas verbais. Se você quer que escrevam, elas não podem pensar sobre "como escrever" e sobre "o que escrever" ao mesmo tempo. Se você quer descobrir o que sabem, deixe escolher o método de dizer-lhe.

Esta série sobre "tutoria crianças no espectro" pode ser encontrado no livro verde "Autismo Página Discussão sobre Ansiedade, Comportamento, Escola e estratégias de paternidade."

Cortesia de Ana Dultra.

sábado, 18 de abril de 2015