quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

JAMAIS largarei a mão do meu filho!

Hoje sou uma pessoa muito realizada na minha vida pessoal e profissional. Tenho metas, luto por elas e sou cercada por pessoas indiscutivelmente incríveis.
Mas, existe um lado da minha vida que é uma luta constante e embora eu não tenha planejado, é aceito de toda minha alma essa missão.
Esse lado da minha vida muitas vezes me abala. Não fico abalada por meu filho ter uma deficiência, mas é devastador suplicar, mendigar compaixão e as pessoas te olharem de cima abaixo e nada fazerem ou pior, sentirem-se no direito de julgar a nossa criança.
Como meu filho pode ser tão frágil neste mundo egoísta?
É bem difícil cuidar de uma pessoa que enfrenta tantas limitações. Eu nunca soube um desejo dele e o vejo tão sozinho...
Estudei muito sobre o autismo, fiz muitos cursos, vivo na pele e por isso sei exatamente o que peço às pessoas. Não é capricho, é necessidade e olhar humano.
Eu já enfrentei tantas coisas e muitas pessoas foram ferramentas para divulgar e somar força contra o preconceito e o descaso. Amo esta foto que foi um trabalho lindo, sensível e que contribuiu muito conosco: Ângelo e eu de mãos dadas.
Certa vez, quando busquei meu filho na escola e ele também enfrentava mudanças, foram poucos passos para uma crise na calçada e nessas horas fico cega zelando por ele. Quem olhasse de longe até poderia pensar que estivéssemos nos agredindo, mas eu tentava segurá-lo para que não se ferisse. Quando acalmou, continuamos o percurso. Mas, atravessando a BR 116, o Ângelo se joga no chão e entra em crise. Eu tentava erguê-lo, arrastá-lo, mas não tinha forças suficiente. Logo apontou um caminhão que começou a buzinar. A buzina o assustou e começou a se agredir mais ainda. Chegou um certo momento que me entreguei, segurei firme a mão dele e desejei que aquele sofrimento acabasse. Nem eu mesma sei explicar como ele se levantou a tempo de sairmos dali. A certeza que carrego comigo é que JAMAIS LARGAREI A MÃO DELE! Que muitas vezes o salvei, mas ele me salvou também!

O filho dela é autista e estava tendo uma crise no supermercado. O que a funcionária fez nesse momento tocou meu coração.

Geralmente quando saio com meu filho, uso uma camiseta escrito algo sobre o autismo. Estamos sujeitos a qualquer acontecimento e mesmo assim não posso privá-lo de uma vida social.
Sinto- me fazendo o que é certo e isso traz grande alívio dentro de mim.
Sempre encontraremos pessoas nos julgando, mas sempre encontraremos mãos estendidas também.
A missão de criar um filho autista é audaciosa, pois todos os dias lutamos para que o mundo se torne um lugar melhor e mais olhares como este nos ampare em momentos de sofrimento.

sábado, 19 de março de 2016

Vila Sésamo lança aplicativo para ajudar crianças autistas

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Muito prazer, esta é a Julia, nova personagem da Vila Sésamo que veio para brincar com Elmo e os outros “muppets”. Como você pode notar no site da campanha Sesame Street and Autism: See Amazing in All Children, do qual ela faz parte, Julia é uma menina doce, brincalhona e um pouco quieta, e seu amigo Elmo explica: ela é autista. 
Criada para facilitar a inclusão digital de famílias e crianças com autismo, Julia chega para apresentar um app com story cards – forma de comunicação muito usada entre pais e filhos, uma vez que os pequenos têm mais facilidade em observar imagens do que usar a linguagem verbal. Neles, atividades corriqueiras são descritas passo a passo para a criança seguir e repetir em casa, como já é de costume. Porém, a ação visa levar para famílias que não convivem com autistas a forma ideal de se relacionar com eles, acabando com estigmas e preconceitos.  (Fonte)

Conheça o livrinho aqui:


Assista o vídeo da campanha:


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Escola para autistas é fechada do dia para a noite e pais são avisados pelo celular

A mãe da matéria diz: "Nós mães de autistas somos preparadas para sermos humilhadas".
Quando me perguntam como é incluir um filho com autismo na sociedade, sempre respondo que É MENDIGAR COMPAIXÃO!
A inclusão é muito ampla. É além de levar o filho à escola regular. Comprar um pãozinho na padaria pode ser um desafio gigante se as pessoas não conhecem sobre a síndrome.
Não acredito que a escola regular substitua a escola especial. Precisamos das duas. Canso de implorar por apoio visual. Canso de insistir por acessibilidade.... Quando pedimos para antecipar acontecimentos para os nossos filhos, é algo muito sério... Quebras de rotina precisam ser antecipadas ou eles se desorganizam... Somos nós mães que os amparamos nestes momentos.
A convivência é possível sim! Ninguém precisa viver segregado, mas precisamos que as pessoas que não enfrentam limitações sejam mais flexíveis e parem de exigir essa flexibilidade das pessoas que enfrentam limitações.
É muito triste implorar por um olhar humano. Pedir que leiam a respeito, que entendam.. As coisas não funcionam para as pessoas com autismo da mesma forma que para as outras e coisas simples como as que citei: apoio visual, antecipar, podem fazer toda a diferença. Porém, a sociedade não entende...
A luta que nós mães travamos hoje, talvez não seja para os nossos filhos colherem, mas para as pessoas com autismo que chegarão e mesmo assim vale a pena! A lembrança que as nossas crianças típicas terão de como são tratadas as pessoas com deficiência virá nítida se um dia, assim como eu, se tornarem adultos que viverão esta realidade. Por isso, a inclusão social (escola, farmácia, mercado, etc) é um compromisso de todos nós!




fonte AQUI!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Congresso Nacional on-line e gratuito de Autismo

Congresso Nacional on-line e gratuito de Autismo!

FAÇA SEU CADASTRO AQUI!!

O evento ocorre nos dias 14 à 20 de março.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Escolas públicas vão testar método da Escola da Ponte, sem aulas e provas, no Mato Grosso do Sul

Inspirados pela Escola da Ponte, em Portugal – pioneira e referencia nos métodos de ensino experimentais – as escolas irão abolir a divisão por disciplinas, as provas, as lições expositivas, e transformar os professores em orientadores de estudo, auxiliando nas pesquisas e seus desdobramentos. A divisão por séries também será alterada: cada aluno avança de acordo com seu tempo de aprendizado, suas demandas e especificidades.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Autismo e as crises

Este é o lado mais difícil que o autismo nos trouxe...
O preconceito dói, mas este tipo de sofrimento sem entender a causa e muitas vezes não conseguindo ajudar, é um momento de muita dor, tristeza, sofrimento... Não encontro palavras para descrever o que é viver isso... O meu desejo como mãe, é poder trocar de lugar e não deixar que meu filho sinta ansiedade, medo ou incompreensão de seus desejos e vontades devido a sua falta de comunicação.
As pessoas recuam, nos julgam, o julgam... Não há nada que possamos fazer... .... É muito dolorido...
É o momento em que a pessoa com autismo e suas famílias mais precisam de apoio e compreensão, mas geralmente a resposta da sociedade é contrária.
Fico feliz que existem cães sendo treinados para ajudar a superar essas crises. 

Porém, a incompreensão é tanta que esta moça em um momento de crise foi morta a tiros pela polícia!



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Lindo Curta animado inspirado em tirinha brasileira

Perfeição é o nome da história criado pelo brasileiro Fabio Coala. A tirinha viralizou o ano passado chegando a ganhar um curta metragem que foi exibido em mais de 180 festivais ganhando mais de 50 prêmios. Agora você pode assistir ela pela internet.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Pai cria primeiro parquinho adaptado para crianças deficientes em homenagem à sua filha

Nomeada de Anna Laura Parques para Todos, o pai recebeu ajuda de terapeutas, engenheiros e arquitetos voluntários para desenvolver os quinze brinquedos disponíveis no local.
“É emocionante poder ajudar o próximo por meio de uma homenagem à minha filha”, finaliza.

A inclusão que ensina

 Como é bom encontrar histórias assim...

"O rompimento com práticas e conceitos antigos marcou também o início do trabalho de Hellen. Ela sabia que precisaria inovar se quisesse que Matheus aprendesse".