sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Trechos do livro de John Elder Robison, “Olhe nos meu olhos – Minha vida com a Síndrome de Asperger”


Olhe nos meus olhos

“ ‘Olhe nos meus olhos, rapaz!’ Não posso dizer quantas vezes ouvi essa frase agressiva e dolorosa. ‘Olhe para mim quando estou falando com você!’ Eu me contorceria e continuaria a olhar para o chão... eu daria uma rápida espiada em sua face hostil, me contorceria ainda mais, desconfortável naquela situação e incapaz de concatenar as palavras, e rapidamente desviaria o olhar... Todo mundo achava que entendia meu comportamento. Era simples: eu não era boa coisa. ‘Ninguém confia num cara que não olha você nos olhos...’ Eu não conseguia entender porque... era tão importante olhar nos olhos dos outros. A vergonha me dominava, porque eu sabia o que as pessoas esperavam que eu fizesse e, mesmo assim, eu não fazia. O que havia de errado comigo... Quando estou conversando com alguém, estímulos visuais podem distrair a minha atenção. Na infância, se eu visse alguma coisa curiosa, parava completamente de falar e ficava observando o que me interessava. Hoje em dia, eu não interrompo a conversa totalmente, mas posso fazer longas pausas entre as frases. Por isso, procuro focar meus olhos em algo neutro, como o horizonte ou o chão. Então, para mim e outros portadores de Asperger, é perfeitamente normal conversar sem encarar o interlocutor... A Síndrome de Asperger existe de maneira continuada – algumas pessoas apresentam os sintomas em tal grau que a sua capacidade para viver sozinha na sociedade fica gravemente comprometida. Outros, como eu, são afetados levemente, o suficiente para que possam levar a vida à sua própria maneira, depois de uma certa adaptação... Asperger é algo com o qual você nasce... Meus pais percebiam que eu era diferente das outras crianças. Eu andava de um jeito mecânico, robótico, desajeitado. Minhas expressões faciais eram rígidas, raramente sorria e não conseguia interagir com os outros... E quando o fazia, era em geral de uma maneira complicada. Na maioria da vezes, ficava sozinho em meu pequeno mundo, separado de meus colegas, totalmente absorvido com uma pilha de varetas e Legos. Além disso, nunca ficava quieto: pulava, saltava e rolava no chão. Mas, mesmo com toda essa movimentação, eu não conseguia agarrar uma bola ou fazer nada atlético... Crescer foi um solitário e doloroso caminho... A Síndrome de Asperger não é uma doença, é uma maneira de ser. Não há nenhuma cura, nem é preciso. Há, no entanto, a necessidade de conhecimento e de adaptação por parte das crianças com Asperger, de suas famílias e de seus amigos... Levou bastante tempo... para saber quem eu sou... Orgulho-me de ser um Asperger.”

Bombeiros surpreendem criança autista após ninguém da escola aparecer em seu aniversário

Menino estava decepcionado por não ter nenhum amigo em sua comemoração de 6 anos — mas acabou ganhando uma festa muito especial
Após nenhum dos colegas de classe de um menino autista aparecer para sua festa de aniversário, a comunidade local e policiais da região se uniram para tornar aqueledia inesquecível para a criança. Ashlee Buratti, do Condado de Osceola, na Flórida (EUA), tinha convidado 16 amigos de seu filho Glenn para a comemorar o sexto ano do garoto.
Quando ninguém apareceu, ele ficou devastado, segundo a mãe. “Desde a hora em que acordou naquele dia, queria saber quantos minutos faltavam até que seus amigos viessem”, revelou ao jornal local Osceola News-Gazette. Ela diz que os olhos de Glenn se encheram de lágrimas quando soube que ninguém iria.
A mãe do garoto expressou sua frustração na página “Osceola Rants, Raves and Reviews List”, voltada aos moradores da região, com mais de 10 mil membros. “Sei que isso pode ser algo bobo para reclamar, mas meu coração está partido por causa do meu filho”, escreveu.
Quando outros membros do grupo viram a publicação, começaram a enviar mensagens perguntando se podiam levar seus próprios filhos para a festa de Glenn. O texto chegou aos ouvidos do gabinete de polícia de Osceola, que pediu o endereço da família e disse que um helicóptero iria voar sobre a casa — o veículo chegou em uma hora, voando baixo para que Glenn pudesse acenar para o piloto.
O menino, que ama policiais e bombeiros, ficou impressinado quando os profissionais começaram a chegar em sua festa. Embora seja um garoto tímido, sua mãe disse brincou com os novos amigos como se os conhecesse a muito tempo. No total, 15 crianças e 25 adultos apareceram para dar presentes, comemorar e comer o bolo.
O pai de Glenn, John Buratti, também se comoveu com o gesto da comunidade. Ele postou as fotos do evento no Facebook e agradeceu a todos os envolvidos. “Ele se divertiu muito! Tenho certeza de que os vizinhos estavam espiando pela janela. Algo tão incrível para nós vindo de nossos lutadores locais da lei e do fogo”, publicou.

Tudo o que você queria saber sobre autismo e Fábio Porchat não teve vergonha de perguntar

Você sabe o que é autismo? A Wikipedia diz: “o autismo é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo”. Ah, bacana, mas o que isso significa? Essa foi a mesma dúvida de Fábio Porchat que, em vez de ignorar o tema, conversou com um garoto autista de 16 anos, Nicolas, para não ficar dando bola fora sobre o assunto.




Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down

Histórias de superação mostram que é possível conviver muito bem com a alteração genética

 Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos.

"Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down", afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). No Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas.
  

Confira os sete mitos aqui e abandone-os:

http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/14912-abandone-sete-mitos-sobre-a-sindrome-de-down

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Cartilha sobre as Deficiências




Queridos amigos, a Coordenadoria da Acessibilidade de Caxias do Sul fará uma cartilha conscientizando sobre todas as deficiências. Achei fantástica esta iniciativa e participei com uma breve contribuição, a qual venho compartilhar com vocês.
Meu maior desejo é que as crianças que apresentam características da síndrome recebam o tratamento adequado o quanto antes.


1- O que é Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio do comportamento caracterizado por uma alteração na comunicação social e por comportamentos repetitivos e estereotipados.
Existem vários graus de comprometimento do espectro e isso significa que a síndrome afeta de forma diferente indivíduos com as mesmas dificuldades.
É muito comum pessoas com TEA apresentarem desorganização no processamento sensorial, apresentando hipossensibilidade ou hipersensibilidade aos estímulos do ambiente.
O autismo não tem cura e a maioria  das pessoas com autismo precisará de apoio especializado pelo resto da vida.


2- Alguns sinais do TEA:

- Atraso ou ausência da linguagem: usam as pessoas para conseguir o que desejam guiando-as pela mão;
- Não imita;
- Não aponta;
- Não compartilha conquistas;
- Dificuldade em manter contato visual;
- Parece não ouvir quando chamado;
- Dificuldade com brincadeiras de faz de conta e uso da imaginação;
- Maneirismos motores repetitivos e estereotipados: sacudir as mãos, pular, balanceio do corpo, mexer os dedos na frente dos olhos, girar objetos;
- Dificuldade em se relacionar com outras pessoas;
- Interesses restritos: mania de colecionar, dominar determinado assunto ou apego incomum a determinados objetos (por exemplo, o ventilador);
- Dificuldade de iniciar ou manter uma conversa; 
- Interesse por parte de objetos: interessam-se apenas pela rodinha do carrinho ou a portinha que abre e fecha; 
- Dificuldade com regras sociais e intolerância à frustração;

3- Diagnóstico:

Como é feito?
Não existe exame que detecte o autismo, apenas que descarte outras patologias que podem trazer comprometimento semelhante. O diagnóstico é feito através de análise de comportamento. Apresentando comprometimentos na comunicação social e comportamento, quando a avaliação médica não aparecer alterações, o indivíduo está dentro do espectro, mesmo que o diagnóstico não seja definitivo.

Quando procurar?
Ao perceber qualquer atraso no desenvolvimento da criança, é preciso saber o que está acontecendo.
O diagnóstico precoce e a intervenção adequada podem levar o indivíduo a uma vida independente ou até mesmo sair do espectro.

No que contribui?
O diagnóstico contribui de forma efetiva para direcionar o tratamento, proporcionando meios para que o indivíduo se desenvolva em suas habilidades e independência. Ele também garante todos os direitos relacionados à pessoa com deficiência.

4- Qual tratamento para o TEA?
O tratamento para o TEA consiste na inclusão social e apoio multiprofissional. O quanto antes a família iniciar a intervenção, maior as chances do indivíduo se desenvolver e atingir uma vida independente.
O autismo não é uma doença, é uma forma de funcionamento.
Não existe remédio para o autismo, tratam-se as comorbidades.

5 - 02 de abril - Dia da Conscientização Mundial do Autismo

O símbolo do autismo é uma fita com quebra-cabeças, que representa a esperança por meio da pesquisa e da conscientização.  As diferentes cores representam a diversidade das famílias que vivem com o TEA e o quebra-cabeça reflete o seu mistério e complexidade.
O autismo é mais comum em meninos do que em meninas, por isso a cor definida como símbolo é a cor azul.

6- Política Nacional  de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
    LEI Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012.

http://pratica-pedagogica.blogspot.com.br/2012/12/vencemos-pls-16811-agora-e-lei.html

domingo, 22 de fevereiro de 2015

33 atividades baratas para estimular a criança em casa




 Esta postagem apresenta 33 atividades baratas para estimular as crianças em casa!
Adorei a publicação e venho compartilhar com vocês!
Vale a pena conmferir!

Clique aqui e conheça todas elas:

https://soparamaes.wordpress.com/2014/05/23/33-atividades-baratas-que-manterao-seus-filhos-ocupados-por-muito-tempo/

10 vídeos sobre o desenvolvimento das crianças

Propiciar o desenvolvimento integral de uma criança, tendo o cuidado de garantir que todas as suas dimensões receberão atenção e estímulo é tarefa árdua. São necessários esforços dos educadores, da família e de todos que convivem com os meninos e meninas. O desafio demanda ainda esforços dos gestores públicos e de pesquisadores.
Para apoiar educadores e familiares que desejam se aprofundar, saber mais da infância e estar mais preparados para estimular os pequenos em seu caminho de aprendizagem, o Centro de Referências de Educação Integral, em parceria com o Instituto Alana e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, selecionou 10 vídeos para melhor compreender essa etapa do desenvolvimento.

CONFIRA AQUI: 

Ainda que muitos a considerem uma heroína, ela explica: “Sou apenas uma mãe”.

Mãe é mãe! Amor inquestionável, sem medidas e incondicional!

“Eu o beijei, disse que o amava e pulei com ele pela janela.” 

Christina Simoes, uma jovem mulher de 23 anos do estado de Massachussetts, ficou paraplégica ao pular da janela do terceiro andar, na tentativa de salvar seu filho de 18 meses das chamas. Ela não poderá voltar a caminhar, mas afirma que não há melhor maneira de dar sentido à sua vida que salvando seu pequeno.
Esta mulher deu vida ao seu filho pela segunda vez.
“Eu o beijei, disse que o amava e pulei com ele pela janela.” Christina sabia o que fazer quando as chamas e a fumaça invadiram sua casa. Ela e seu filho Cameron, de 18 meses, haviam ficado presos quando começou um incêndio no prédio em que moravam. Ela não podia continuar esperando ajuda, e entendeu que a única saída possível era a janela.
Pegou seu filho no colo e pulou de costas. Mais de dez metros de queda, que ela tentou suavizar somente com os pés, para, com os braços, proteger seu filho. O pequeno saiu ileso, mas ela quebrou várias vértebras, e imediatamente perdeu a sensibilidade nas pernas. Arrastou o pequeno fora do alcance dos escombros incendiados que começavam a cair e, pois depois, os dois foram levados ao hospital.
Após uma primeira cirurgia de mais de seis horas, a jovem se estabilizou e começou um longo processo de recuperação e reabilitação, sempre acompanhada do seu filho. Agora, junto a Cameron e seu esposo, ela começa uma nova vida, muito diferente da que levava poucas horas antes do incêndio.
Mas, para ela, tudo isso tem muito sentido: “Eu voltaria a fazer tudo, com certeza. Toda a dor pela qual tenho de passar agora faz sentido ao ver meu filho correr são e salvo”, disse às câmeras de televisão que divulgaram sua história.
Sua família e seus amigos se mobilizaram em busca de fundos para os jovens pais, que não têm nenhum tipo de plano de saúde que cubra os gastos médicos de Christina.
Ainda que muitos a considerem uma heroína, ela explica: “Sou apenas uma mãe”.

(Artigo publicado originalmente por Alfa y Omega)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

" O Vestidinho Azul" - Qual será a parte de cada um de nós?

Acredito que a verdadeira inclusão acontece assim: quando cada um faz a sua parte e tudo se transforma.

Num bairro muito pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita.
Ela frequentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram velhas e maltratadas. Até um dia em que um professore penalizou-se com a menininha. Como uma garota tão bonita pode vir para escola tão mal arrumada? Separou algum dinheiro de seu salário e, embora com dificuldade, lhe comprou um vestido novo. A garotinha ficou ainda mais bonita em seu vestidinho azul.
Quando a mãe viu a menina naquele vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão sujinha para escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar e limpar suas unhas.
Depois de uma semana, o pai falou: " Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal ajeitar a casa? Nas horas vagas vou pintar as paredes, consertar a cerca e plantar um jardim".
Em pouco tempo a casa da garotinha destacava-se na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, pela limpeza, pelo capricho de seus moradores com seus pequenos detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar suas casas, plantar flores, usar pintura, água e sabão, além da criatividade.
Logo, o bairro estava todo transformado. Um homem que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente achou que eles bem que mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito e expôs suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários no bairro.
A rua de lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
Tudo começou com um vestidinho azul.
Não era a intenção daquele professor consertar a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, apenas a parte que lhe cabia.
Qual será a parte de cada um de nós?


Sugestão de um material interessante para trabalhar esta história com as crianças, assista aqui:  https://www.youtube.com/watch?v=gA9PQxWncSE

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O Ângelo ama os animais


São inúmeros os artigos que falam sobre terapia com os animais.
Particularmente, acredito que  eles fazem bem tanto para as pessoas com deficiência quanto para as sem,  basta amá-los.
Os animais não emitem julgamentos e procuram sempre obter a atenção do seu dono.
O Ângelo é um menino muito carinhoso e não é diferente com eles. Ama a equoterapia! Ama estar com a Sandy, embora não aceite muito seu focinho úmido e gelado.
É carnaval na equoterapia e venho compartilhar com vocês a alegria de ver o Ângelo colocar a peruca sozinho e se admirar!
Outra fofura, é a Sandy competindo a atenção do Ângelo com o Ipad...

video

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

MENSAGEM AOS PROFESSORES DE CRIANÇAS COM AUTISMO

Amo esta homenagem e quero dedicar a todos os professores!
Em especial àqueles que acompanharão meu filho farão parte da nossa caminhada.
Que seja um excelente ano para todos!


Carta à professora

Como todos sabem, todo ano faço uma"carta" para professora do Ângelo com intuito de abreviar o tempo em que ela levaria para conhecê-lo. Lendo as cartas antigas, percebi quantos passos meu menino deu à frente.
Neste ano, devido a experiência que tivemos, além das características do Ângelo, somamos o nosso desejo do que esperamos da nova professora. Porém, nosso maior desejo é que exista uma relação verdadeira e comprometida entre todos os envolvidos e juntos possamos encontrar sempre o melhor caminho para se trilhar e colhermos vitórias.


Querida professora,

Mais um ano se inicia e quando receberes a relação de seus alunos, espero que meu diagnóstico não lhe cause nenhum receio. Apesar de ser apenas uma criança, sei que a vida nos apresenta muitos desafios e trilhando este lindo caminho que passaremos a andar, estou certo de que venceremos todos eles.
Meu desenvolvimento ocorreu normal, como de qualquer outra criança até um ano e meio (aproximadamente) e diante de uma sequência de febre, perdi habilidades das quais havia conquistado: parei de olhar as pessoas nos olhos, responder quando chamavam meu nome, parei de brincar e se interessar pelas outras crianças.
Hoje não sou mais assim e e se estou aqui, é porque acredito imensamente que irás acrescentar na minha vida, na minha história.
Minha mãe não sabia o que eu tinha e passou a estudar a diversidade humana colecionando matérias no blog http://pratica-pedagogica.blogspot.com.br/ , há um pouco da nossa história lá.
O fato é que percebo o mundo de forma diferente e alguns detalhes que passam desapercebidos para a maioria das pessoas, podem  chamar muito a minha atenção como: texturas, movimentos, sons.... Não se zangue se eu passar a mão em sua roupa para sentir a textura, me distraia com um risco no chão, pare tudo para olhar um movimento de um colega ou chore diante de algum barulho.
O médico disse que determinados ruídos são sentidos 100 vezes mais alto do que para as outras pessoas, por isso, algumas vezes os sons doem. Apresento sensibilidade auditiva.

Como qualquer criança posso ter momentos de descontrole emocional, mas pelo fato de não conseguir me fazer compreendido, ou seja, não conseguir expressar o que sinto ou me assusta, fica difícil para mim controlar sentimentos ruins como: dor, ansiedade, medo, frustração. Vivencio esses sentimentos de forma mais intensa que as outras pessoas e a minha única forma de demonstrar é o choro.
Mas algumas vezes é possível contornar esta situação. Procure perceber se há barulhos excessivos ou diferentes, como alguma comemoração ou reforma. Nesses casos, explica-me o que está acontecendo e permita que me sinta seguro e tudo ficará bem. Embora sinta dor quando há excesso de barulho, ao explicar-me que tipo de barulho é este, o que está acontecendo ou porque as pessoas se agitaram, mesmo tampando meus ouvidos ficarei bem, pois estou conseguindo aprender a conviver com todos tipos de sons.
Fico ansioso em aguardar algo. Explica-me de várias formas o que estou esperando e me antecipe o que irá acontecer e eu ficarei bem.
Quando não consigo realizar algo tenho tendência a me isolar ou querer muito sair do ambiente.. Tenho certeza, que terás a sensibilidade em perceber minhas capacidades e de que maneira conseguirei avançar.

Imagine se tivéssemos uma única aluna de olhos claros na sala, tenho certeza que  não permitirás que a tirem do ambiente, do convívio com os colegas para ficar alheia no pátio por causa de seus olhos a menos que ela precise, não é mesmo? Olha-me desta mesma forma. É muito importante para mim fazer parte e estar com a minha turma, não me prive e não permita que ninguém o faça deste convívio sem que haja necessidade e se houver necessidade, avise meus pais para que junto aos profissionais que me acompanham, encontrar uma forma de solucionar. 
Meus pais não medirão esforços para apoiá-la, por isso, não omita a eles sobre o meu desempenho e desenvolvimento.
Embora eu apresente bastante destreza em manipular o tablet, tenho dificuldade em segurar o lápis de forma correta e desenhar alguma forma com sentido. Desenhar, ainda é um desafio a superar. Porém, no ano que passou, apresentei grandes progressos neste sentido.

Tudo o que eu realizar, você perceberá em meus olhos quando me elogiares o quanto sinto-me orgulhoso de minhas próprias conquistas. Perceberá o valor de cada traço que eu fizer e a importância que dou a um elogio seu.
Preciso da compreensão diante do fato que não procurarei fazer amigos, nem mesmo na hora do recreio. Embora ame estar entre meus colegas e são todos muito valiosos para mim, não sei como agir e tenho limitações para interagir. Não gosto de ser sozinho. A solidão é uma consequência  das limitações que enfrento e não um desejo meu. Não posso apenas ser assistido de longe e deixado por conta própria, preciso ser conduzido para as outras crianças e aprender, assim como todos os outros, as regras sociais. Não posso me apropriar de algo que não seja meu sem ser convidado ou emprestado, seja lanche ou material escolar. Ajuda-me a conviver, respeitar e ser respeitado.
Pequenas atitudes proporcionam momentos de superação e cada avanço possui um valor inestimável. Pode parecer algo tão pequeno para as pessoas que sabem conviver em sociedade, mas preciso de um "intérprete social" para intervir em questões que podem ser mal compreendidas futuramente.
Não sejas voz para as pessoas sentirem piedade frente as diferenças, mas sejas para que eu possa ocupar meu espaço que é de direito e do qual sou digno.
Permita-me também fazer parte das pequenas coisas junto aos meus colegas, como me posicionar na fila, ficar até o final da aula e me despedir da senhora como todos os outros fazem. E, se por alguma razão eu me desviar, conduza-me de volta até seu comando ficar bem claro para mim.
Caso a escola decida fazer alguma viagem de estudos, verifique se meu cuidador poderá me acompanhar ou permita que algum familiar o faça, pois também faço parte da turma.
Entendo tudo o que as pessoas falam, percebo que estou entre pessoas que se comunicam e demonstro muito que gostaria de poder falar também. Em cada tentativa que eu fizer, por favor, preste a atenção em mim, dê uma pausa para que eu me encorage a concluir e principalmente me sinta seguro para me arriscar, pois algumas palavras, já consigo pronunciar.
Por outro lado, não espere perfeição, valorize o que eu verbalizar, pois isto é um desafio que os médicos acreditam que não vencerei, mas estou cercado de pessoas que acreditam muito que posso ir além do que a medicina espera. Aliás, estar aqui entre todos, é algo que disseram que eu não conseguiria devido a minha sensibilidade auditiva.
Existem momentos de crises de choros irreversíveis e bem intensos. Nesses momentos apresento questões orgânicas como dor de cabeça, ouvido, garganta... Ofereça-me seu dedo indicador para que lhe mostre aonde está meu mal estar. Sim, saberei conduzir o seu dedo até a minha dor.
Posso ficar zangado quando durmo mal e sentir muito cansaço e nesses momentos, além de chorar, me jogo no chão. Não fique zangada, embora hiperativo, meu corpo às vezes cansa e é meu único modo de comunicar. Não sei  me defender e  posso me auto-agredir se sentir imensa dor. Quando sinto dor de cabeça ou ouvido por exemplo, posso me bater no local para tentar te mostrar o que me incomoda, pois as palavras não saem. Por favor, cuide de mim neste momento para que não me fira.
Minha única forma de expressão é o som e o corpo. Não consigo regular a entonação da minha tentativa de fala que por vezes pode ser alto. Posso guiá-la pela mão para demonstrar o que desejo ou demonstrar minha felicidade diante das pessoas agitando as mãos ou pulando.
Lembre-se, que só conseguirei demonstrar algo que me desagrada através do choro. Seja frio, calor, fome, ansiedade, insegurança ou medo.
Apresento hipossensibilidade tátil. Sinto necessidade de andar passando as mãos pelas paredes e às vezes esbarrando pelas pessoas. Adoro manipular texturas diferentes. Mas quando realizo atividades com tinta, exijo atenção dobrada pois não me limito ao papel.
Apresento hipossensibilidade ao movimento e não resisto em derrubar alguma

coisa só para ver o movimento de cair. Então, se me entregar uma caixa de giz inteira, ela será mais atrativa vendo cada um deles cairem do que usá-los no papel. Evite excesso de estímulos e informações e ofereça-me apenas o que preciso para manter sua proposta de trabalho. 
Sinto extrema necessidade em me mexer, não consigo ficar muito tempo sentado. Posso parar qualquer coisa que esteja fazendo só para olhar alguém andar, ou seja, o movimento dos pés. Amo tudo que tiver velocidade!
Neste mundo, somos todos diferentes e únicos. Através da convivência, aprendemos a respeitar as diferenças e consequentemente, a amar verdadeiramente.

Com carinho,
Ângelo

Ângelo faz experiências...

Esta é uma atividade muito simples onde podemos trabalhar as misturas das cores e movimento de pinça com as crianças.
Nós misturamos corante de diversas cores em copinhos plásticos com azeite. No pote colocamos metade água e outra metade álcool (daqueles purinho de farmácia) e um conta-gotas para fazermos "bolinhas coloridas".
Diante da nossa experiência, as bolinhas que fizemos se uniram  e devido a grande mistura de cores, criamos uma cor quase "preta". Nosso copo ficou metade transparente e outra metade com a cor que criamos. 
Concluindo, se tivéssemos usado apenas  cores que se transformam em outra (amarelo + azul), nosso trabalho teria sido mais interessante. Mesmo assim, Ângelo se divertiu muito realizando esta transformação e foi possível explorar movimento de pinça até a última gotinha de cor.

Bolhas de sabão

Quanto elas valem?
Às vezes fico pensando o quanto nos tornamos diferentes devido nossas experiências de vida...
Nosso coração se torna maior quando recebemos um filho que enfrenta limitações e passamos a carregar eternamente dentro dele, todos aqueles que nos fazem a diferença.
Meu caçula tem o diagnóstico de autismo e para entender o valor de uma bolha de sabão é preciso tentar colocar-se no nosso lugar.
Por muito tempo nossa rotina era baseada em choros a todo momento, pois não conseguia interpretar o que ele queria me dizer. Chamava-o sem receber  nenhuma atenção  e nossos olhos nunca se encontravam.
Não sei explicar o tamanho do meu desejo e esperança de um dia, aqueles lindos olhos com cílios gigantes, encontrarem os meus.
Mesmo sem nenhuma interação por parte dele, nunca deixei de levá-lo ao parque e tentar, tentar e tentar...
Certo dia, soprando bolhas de sabão, ele se encantou em tentar pegá-las e eu as soprava para vê-lo feliz. Houve um momento em que me distrai e parei. Como um pedido para continuar a brincadeira, aquela mão gordinha guia a minha para soprar mais e esperando confirmação, finalmente aqueles encantadores olhos encontram os meus e quando nos olhamos, ele sorriu.
Neste vídeo, venho partilhar nosso olhar, interação, desejo em falar e autonomia para fazer muitas bolhas de sabão. Somando ao nosso amor que continua a tentar e tentar, amando cada pequena conquista que somamos em nosso caminhar.


Estudo Internacional de Musicoterapia e Autismo

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul está desenvolvendo atualmente um estudo de internacional de musicoterapia e autismo chamado "TIME-A". Este estudo irá aplicar musicoterapia para crianças com autismo com idade entre 4 anos e 6 anos e 11 meses. Ele terá três grupos: um grupo que receberá uma sessão de musicoterapia por semana durante 5 meses e três sessões de aconselhamento familiar; o segundo grupo receberá três sessões de musicoterapia por semana durante 5 meses e três sessões de aconselhamento familiar; o terceiro grupo receberá apenas três sessões de aconselhamento familiar.

O grande diferencial deste estudo será a aplicação para os participantes da pesquisa das escalas padrão ouro de avaliação " Autism Diagnostic Interview Revised (ADI-R)" e "Autism Diagnostic Observation Schedule" , bem como a escala "Social Responsivess Scale (SRS)".

O "TIME-A" está buscando interessados para participar do estudo na cidade de Porto Alegre. Esta pesquisa tem a sua sede no Instituto Uni Helse na Noruega e o site da pesquisa é http://helse.uni.no/timea.

Interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato pelo e-mail do coordenador da pesquisa, Gustavo Schulz Gattino, gustavogattino@yahoo.com.br ou pelo telefone 51-96486886.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A imagem por trás da foto

Esta matéria serve de grande alerta para os pais ficarem atentos aos olhos de seus filhos. Como se trata de uma doença silenciosa, serve como orientação não apenas para pais de crianças com deficiência, mas para crianças típicas também!

" Muitas vezes, nos esquecemos que, além destas necessidades, nossos filhos estão sujeitos a todas as enfermidades e doenças que atingem os outros indivíduos.
Ficamos tão absorvidos e impactados pelo autismo que julgamos não ser possível acontecer algo mais. E não podemos deixar que o autismo nos “cegue”. Pois a vida, a cada segundo, pode nos trazer uma surpresa. E devemos estar com os olhos bem abertos para enxergá-la."


Vale a pena a leitura!


Acesse:

http://www.institutopriorit.com.br/?p=2405

Jovem com paralisia provocada por doença rara usa os olhos para escrever

A história de Ana Paula, ditada pelo piscar de seus olhos, mobiliza legião na internet

Em Três de Maio, no noroeste gaúcho, uma jovem se comunica com o mundo pelos olhos. No último dia 16, paralisada em uma cama no seu quarto, ela dedicou três horas a ditar uma carta, sinalizando com um cerrar de pálpebras a cada vez que lhe exibiam a letra certa. Depois de 998 caracteres, concluiu a mensagem, iniciada com uma apresentação:
"Meu nome é Ana Paula Soares de Almeida. Tenho 21 anos. Escrevo esta carta para contar um pouco da minha história. Hoje faz 8 meses e meio que estou sem conseguir falar e movimentar pernas e braços, sendo totalmente dependente para me comunicar, mexer, deslocar, alimentar, vestir, calçar, higienizar. Compreendo, sinto e lembro tudo. Minha vida se resume a um quarto, da cama para a cadeira de rodas e vice-versa. Passo meu tempo assistindo à televisão, lendo, recebendo visitas e fazendo os tratamentos e os exercícios que minhas terapeutas indicam. Meu provável diagnóstico é romboencefalite criptogênica".

Ana Paula fala com os pais e escreve pedidos de ajuda por meio do alfabeto Esarin, um quadro no qual as letras são organizadas na ordem de uso mais frequente. É um método trabalhoso. Ana Paula olha para a letra, alguém aponta e ela confirma com uma piscadela. Dessa forma, vem escrevendo a própria história em um blog, batizado de A Vida em uma Cadeira. Os textos são postados na rede com ajuda da fonoaudióloga e de uma amiga.
O que Ana Paula busca é ajuda para sair de sua atual condição, à qual se viu presa de forma repentina e sem aviso. No dia 31 de agosto do ano passado, a jovem sentiu uma forte dor de cabeça. Depois de três idas ao plantão médico, sofreu uma convulsão, à qual seguiram-se 49 dias de internação no Hospital São Vicente de Paulo. Sobreviveu, mas perdeu quase todos os movimentos. Tem algum controle da cabeça, dos ombros e de alguns dedos das mãos.
Na carta do dia 16, ela explica que sua doença é rara e que ela anseia por uma consulta com algum neurologista que possa ajudá-la:
"Gostaria de ter um diagnóstico mais preciso. Existe algum tratamento diferente para eu me recuperar? Onde? Quando? Como? É bem difícil estar passando por isso. (...) Escrevo para divulgar a história no intuito de buscar ajuda, seja em relação a novidades no tratamento ou a qualquer outro aspecto que possa facilitar a nossa rotina."
Os apelos laboriosamente escritos repercutiram na internet e comoveram a comunidade de Três de Maio, motivando a criação da Missão Ana Paula, um grupo criado no Facebook há pouco mais de duas semanas. Já são mil membros. Algumas postagem chegam a ter 500 comentários e 12 mil "curtidas". Com autorização dos pais da jovem, o grupo abriu uma conta bancária para arrecadar doações.
— Estamos fazendo contatos com quem possa ajudar e divulgando a história para o máximo possível de pessoas — conta um dos responsáveis pela iniciativa, Mateus Guizzo, do Leo Clube de Soledade.
Os pais de Ana Paula vivem da venda de doces, feitos em casa, e não têm condições de pagar um especialista para avaliar a filha. Por enquanto, ela é acompanhada por profissionais da fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia.
— Queremos agendar uma consulta particular com especialista em neurologia de Porto Alegre, porque o SUS demora — diz a mãe, Marli Herpich.
Usando o alfabeto Esarin, Ana Paula resumiu sua luta a Zero Hora:
— Quero encontrar um médico que conheça a doença e me ajude. Por isso, também vou continuar escrevendo meu blog, para contar a minha história e tentar ajudar pessoas que possam estar passando por problemas como eu.


A DOENÇA
Saiba mais sobre a romboencefalite criptogênica
— É uma inflamação, de difícil diagnóstico, que atinge o tronco cerebral e pode ter diversas causas, como um vírus, uma bactéria ou até uma doença autoimune e de difícil confirmação em adultos
— Um possível tratamento consiste em administrar altas doses de imunoglobulina, que são grupos de anticorpos, que poderiam modular o sistema imunológico do paciente. Também é realizado com corticoides com aplicação intravenosa
— Considerada grave, a doença pode deixar sequelas, como no caso da jovem de Três de Maio
— Para tratar as sequelas deixadas pela doença, o Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, especializado em reabilitação, é um dos locais indicados pelos médicos
Fonte:Valdemar Borges, neurologista de Três de Maio, que diagnosticou e acompanhou o quadro da jovem e Marcus Tulios Teixeira da Silva, membro do Departamento de Moléstias Infecciosas da Academia Brasileira de Neurologia, que também atua na Fundação Osvaldo Cruz e já tratou com sucesso um caso semelhante.

FONTE AQUI

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Ângelo faz experiências...

Esta é uma atividade sensorial muito interessante e fácil de realizar com as crianças. 
Logo que a encontrei, sabia que o Ângelo iria amar explorar!
Precisamos apenas de água, corante (se quiser) e maisena.
Essa mistura faz com que o conteúdo quando levemente manipulado seja líquido e quando manipulado de forma abrupta, seja sólido. Ao afundarmos levemente os dedos e tentarmos tirar de forma rápida, realiza um efeito de areia movediça nos deixando "presos" à textura. 
Não deixa de ser uma experiência científica e o divertido está exatamente em encontrar o líquido e o sólido na mesma mistura onde você explora como o deseja perceber.
video


Aula sobre Transtorno do Espectro Autista: Aspectos básicos online

Assisti esta aula sobre Transtorno do Espectro Autista com o Dr Clay Brites e venho compartilhar com vocês porque é muito esclarecedora para quem deseja conhecer sobre o tema.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Com os olhos de uma criança

Esse vídeo tem o intuito de mudar a forma como enxergamos as pessoas com deficiência.
Que todos possam ver as diferenças com os olhos de uma criança!
Muito lindo!
Vale a pena assistir!

Justiça autoriza estudante de 14 anos a cursar medicina na UFS

O estudante de Itabaiana José Victor Menezes Teles, de apenas 14 anos, conseguiu na Justiça o direito de ocupar a vaga consquistada em medicina na Universidade Federal de Sergipe (UFS) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Ele ainda está no primeiro ano do ensino médio e não poderia cursar a faculdade – o Enem só dá certificação a alunos com mais de 18 anos. Porém, o juiz autorizou José Victor a fazer uma prova de proficiência aplicada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) nesta quarta-feira (28).
O estudante passou no teste, recebeu o certificado de conclusão do ensino médio e vai poder se matricular na UFS. “Estou muito feliz e me sinto preparado para o desafio”, comemorou José Victor. As matrículas dos aprovados no Sisu ocorrem nesta sexta (30), segunda (1º) e terça (2).
O estudante cursava o primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Murilo Braga. Ele teve média final de 751,16 pontos no Enem e fez 960 pontos na prova de redação. Com o resultado, José Victor conquistou uma das 100 vagas para o curso de medicina da UFS – e ficou em 7º no grupo inscrito, de escolas públicas.
O adolescentes conseguiu o direito de fazer a prova de proficiência por liminar do juiz titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Itabaiana, Alberto Romeu Gouveia Leite.
"Ontem [quarta] ficamos sabendo através do nosso advogado que a liminar foi concedida em favor do José Victor e seguimos com o documento para a Secretaria de Estado da Educação, onde ele fez em seguida uma prova de proeficiência com 120 questões de todas as disciplinas e uma redação. Ele foi aprovado e recebeu certificado do ensino médio que o habilita a fazer matrícula na UFS”, conta o pai, José Mendonça Teles.
A assessoria de imprensa da Seed confirmou que o estudante fez a prova e foi aprovado.

Confira a matéria aqui!

Brasileiros praticam Inglês conversando com idosos solitários

É quase que obrigação de todo brasileiro buscando oportunidades no mercado de trabalho falar Inglês. Os jovens começam desde cedo a frequentar escolas com cursos de idioma para um dia falar fluentemente.
Em uma situação completamente oposta estão os idosos e aposentados que vivem em países como o Estados Unidos, onde a língua nativa é o Inglês. Eles já não se preocupam tanto com oportunidade de emprego, mas sentem falta de conversar com pessoas mais jovens.
Colocando assim fica fácil de imaginar sobre o que o vídeo a seguir se trata, mas o CNA precisou de uma sacada genial para montar essa campanha.